Publicação
Degenerescência macular da idade avançada de tipo atrófico : nova classificação tomográfica : caso clínico e revisão da literatura
| Resumo: | Introdução: A degenerescência macular da idade (DMI) é uma doença crónica e progressiva caracterizada por alterações degenerativas da retina central que podem levar numa fase final, à perda visual. A suspeita diagnóstica pode ser estabelecida pela avaliação clínica através da fundoscopia, seguida de uma avaliação multimodal de imagem da retina que deve incluir, entre outros exames, a tomografia de coerência ótica (OCT). Recentemente, o grupo CAM (Classification of Atrophy Meetings) propôs um consenso internacional para a classificação tomográfica da atrofia ligada à DMI, apresentando 4 novos termos (cRORA, iRORA, cORA e iORA) e definindo critérios tomográficos específicos para a identificação de cRORA. Os autores relatam um caso de DMI avançada de tipo atrófico e fazem uma breve revisão da literatura com incidência na classificação tomográfica da DMI. Caso Clínico: Doente do sexo feminino, 84 anos, referenciada por diminuição progressiva da acuidade visual (AV) do olho esquerdo (OE). À observação, apresentava melhor AV corrigida (MAVC) de 5/10 OD e 4/10 OE e a fundoscopia revelou atrofia geográfica macular extensa em ODE, sem sinais oftalmoscópicos de neovascularização coroideia, de acordo com o diagnóstico de DMI atrófica. A avaliação imagiológica multimodal incluiu o OCT macular que revelou critérios tomográficos de cRORA. A doente foi medicada com suplementos vitamínicos e manteve seguimento regular. Aos 4 anos de seguimento, a MAVC deteriorou-se para 4/10 OD e 2/10 OE. Discussão: O caso apresentado ilustra a importância de um correto diagnóstico, seguimento e adequada classificação tomográfica de uma doente com DMI avançada de tipo atrófico. A nova classificação tomográfica permitirá a adoção de uma nomenclatura comum à comunidade internacional, possibilitando importantes avanços em futuros ensaios clínicos como, por exemplo, o desenvolvimento de estratégias terapêuticas que atuem em fases mais precoces do desenvolvimento do processo atrófico. |
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| Autores principais: | Ferreira, João Pedro Laranjeira |
| Assunto: | Degenerescência macular da idade atrófica Atrofia geográfica Classificação tomográfica Tomografia de coerência ótica angiográfica Classification of atrophy meetings Oftalmologia |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A degenerescência macular da idade (DMI) é uma doença crónica e progressiva caracterizada por alterações degenerativas da retina central que podem levar numa fase final, à perda visual. A suspeita diagnóstica pode ser estabelecida pela avaliação clínica através da fundoscopia, seguida de uma avaliação multimodal de imagem da retina que deve incluir, entre outros exames, a tomografia de coerência ótica (OCT). Recentemente, o grupo CAM (Classification of Atrophy Meetings) propôs um consenso internacional para a classificação tomográfica da atrofia ligada à DMI, apresentando 4 novos termos (cRORA, iRORA, cORA e iORA) e definindo critérios tomográficos específicos para a identificação de cRORA. Os autores relatam um caso de DMI avançada de tipo atrófico e fazem uma breve revisão da literatura com incidência na classificação tomográfica da DMI. Caso Clínico: Doente do sexo feminino, 84 anos, referenciada por diminuição progressiva da acuidade visual (AV) do olho esquerdo (OE). À observação, apresentava melhor AV corrigida (MAVC) de 5/10 OD e 4/10 OE e a fundoscopia revelou atrofia geográfica macular extensa em ODE, sem sinais oftalmoscópicos de neovascularização coroideia, de acordo com o diagnóstico de DMI atrófica. A avaliação imagiológica multimodal incluiu o OCT macular que revelou critérios tomográficos de cRORA. A doente foi medicada com suplementos vitamínicos e manteve seguimento regular. Aos 4 anos de seguimento, a MAVC deteriorou-se para 4/10 OD e 2/10 OE. Discussão: O caso apresentado ilustra a importância de um correto diagnóstico, seguimento e adequada classificação tomográfica de uma doente com DMI avançada de tipo atrófico. A nova classificação tomográfica permitirá a adoção de uma nomenclatura comum à comunidade internacional, possibilitando importantes avanços em futuros ensaios clínicos como, por exemplo, o desenvolvimento de estratégias terapêuticas que atuem em fases mais precoces do desenvolvimento do processo atrófico. |
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