Publicação
Development and characterization of delivery systems
| Resumo: | O melanoma é um tipo de cancro de pele que deriva dos melanócitos. É o tipo de cancro de pele mais letal e a sua incidência continua a aumentar. Atualmente, as abordagens terapêuticas para melanoma incluem a remoção cirúrgica, quimioterapia, radioterapia, terapias baseadas em luz e terapias direcionadas para alvos específicos relacionados com a progressão do tumor. No entanto, estas estratégias não são totalmente eficazes nos estadios mais avançados e estão associadas ao desenvolvimento de resistências. A imunoterapia surgiu recentemente como o quarto pilar do tratamento do cancro e tem a vantagem de ajustar a resposta imunológica para destruir especificamente as células tumorais, podendo ser usada na terapia do melanoma mesmo em estadios avançados. Diferentes imunoterapias já estão disponíveis ou sob investigação, incluindo a vacinação. Esta terapia envolve a administração de antigénios específicos de tumor ou neoantigénios sozinhos ou em combinação com adjuvantes. As células dendríticas constituem um alvo preferencial para vacinas porque são as células apresentadoras de antigénios mais fortes. Os sistemas de nanopartículas podem ser compostos por vários materiais, incluindo polímeros e polissacáridos. São sistemas com muitos benefícios e permitem um direcionamento para um local específico e desta forma reduzir a toxicidade inerente à sua ação em células saudáveis. Por este motivo, podem ser uma solução para a entrega de antigénios específicos de tumor / neoantigénios às células dendríticas. O objetivo principal deste trabalho residiu na produção de três sistemas de transporte de antigénios e adjuvantes para células dendríticas: nanopartículas de base polimérica, uma nanoesponja baseada em ciclodextrina carregada positivamente e uma nanoesponja baseada em ciclodextrina carregada negativamente. Este trabalho inclui a caracterização das propriedades físico-químicas destes sistemas, bem como a quantidade de péptidos e da molécula coestimuladora ICOS-L incorporada no interior destes. O método de dupla emulsão com evaporação de solventes mostrou ser uma técnica complexa cujas várias etapas e variáveis necessitam de ser otimizadas para a produção de nanosistemas estáveis e com propriedades adequadas à ativação de células dendríticas. No entanto, a falta de tempo no laboratório não permitiu a conclusão do trabalho. Desta forma, são necessários ainda muitos estudos para se concluir qual destes tipos de nanosistemas será mais adequado para o transporte de combinações do péptido e ICOS-L para as células dendríticas |
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| Autores principais: | Bento, Mariana Santos |
| Assunto: | Imunoterapia para melanoma Nano vacina Nanosistemas Nanopartículas de base polimérica Nanoesponja à base de ciclodextrinas Mestrado integrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O melanoma é um tipo de cancro de pele que deriva dos melanócitos. É o tipo de cancro de pele mais letal e a sua incidência continua a aumentar. Atualmente, as abordagens terapêuticas para melanoma incluem a remoção cirúrgica, quimioterapia, radioterapia, terapias baseadas em luz e terapias direcionadas para alvos específicos relacionados com a progressão do tumor. No entanto, estas estratégias não são totalmente eficazes nos estadios mais avançados e estão associadas ao desenvolvimento de resistências. A imunoterapia surgiu recentemente como o quarto pilar do tratamento do cancro e tem a vantagem de ajustar a resposta imunológica para destruir especificamente as células tumorais, podendo ser usada na terapia do melanoma mesmo em estadios avançados. Diferentes imunoterapias já estão disponíveis ou sob investigação, incluindo a vacinação. Esta terapia envolve a administração de antigénios específicos de tumor ou neoantigénios sozinhos ou em combinação com adjuvantes. As células dendríticas constituem um alvo preferencial para vacinas porque são as células apresentadoras de antigénios mais fortes. Os sistemas de nanopartículas podem ser compostos por vários materiais, incluindo polímeros e polissacáridos. São sistemas com muitos benefícios e permitem um direcionamento para um local específico e desta forma reduzir a toxicidade inerente à sua ação em células saudáveis. Por este motivo, podem ser uma solução para a entrega de antigénios específicos de tumor / neoantigénios às células dendríticas. O objetivo principal deste trabalho residiu na produção de três sistemas de transporte de antigénios e adjuvantes para células dendríticas: nanopartículas de base polimérica, uma nanoesponja baseada em ciclodextrina carregada positivamente e uma nanoesponja baseada em ciclodextrina carregada negativamente. Este trabalho inclui a caracterização das propriedades físico-químicas destes sistemas, bem como a quantidade de péptidos e da molécula coestimuladora ICOS-L incorporada no interior destes. O método de dupla emulsão com evaporação de solventes mostrou ser uma técnica complexa cujas várias etapas e variáveis necessitam de ser otimizadas para a produção de nanosistemas estáveis e com propriedades adequadas à ativação de células dendríticas. No entanto, a falta de tempo no laboratório não permitiu a conclusão do trabalho. Desta forma, são necessários ainda muitos estudos para se concluir qual destes tipos de nanosistemas será mais adequado para o transporte de combinações do péptido e ICOS-L para as células dendríticas |
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