Publicação
Papel dos mecanismos envolvendo esteróides sexuais (E1 e E2), sua variação genética e biomarcadores circulantes na etiopatogenia de tumores ginecológicos (leiomiomas e cancro do colo do útero)
| Resumo: | Os leiomiomas são neoplasias benignas que se formam a partir das células do músculo liso. Estes são os tumores mais comuns do aparelho reprodutor feminino. O cancro do colo do útero, cujo agente patogénico é o HPV, é o segundo cancro mais frequente e a segunda maior causa de morte nas mulheres em todo o mundo. Um dos factores de risco para o desenvolvimento de neoplasias em tecidos sensíveis a hormonas é a exposição, excessiva e cumulativa a estrogénios. Um factor importante da toxicologia dos estrogénios, para além da estimulação da proliferação de células epiteliais, é o seu metabolismo oxidativo. Assim, estudou-se polimorfismos funcionais nas seguintes enzimas: o CYP1A1 (rs4646903), a COMT (rs 4680), a MPO (rs2333227). Estudou-se igualmente a actividade da RTM e a concentração de estradiol circulante. Neste estudo observou-se que o alelo C, responsável pela maior actividade de CYP1A1, é um factor de risco em ambas as patologias. O alelo A, que concede menor actividade à enzima COMT, apresenta-se como um factor de risco para as patologias em estudo. Observámos que o genótipo GA da enzima MPO revelou-se um factor de risco em ambas as patologias – isto poderá indicar que esta é importante na eliminação do HPV; ou poderá ser um indício de que quantidades excessivas de ROS são prejudiciais às células transformadas. A RTM não demonstrou resultados estatisticamente significativos. Os níveis de estradiol circulante foram superiores nas populações patológicas corroborando a teoria que esta hormona é tumorigénica, quer directa quer indirectamente.A maior concentração de estradiol na população de leiomiomas pode indicar uma maior dependência hormonal deste. O facto dos resultados obtidos serem idênticos nos leiomiomas e cancro do colo do útero é interessante: são dois tumores diferentes, não só na sua etiologia, mas também na sua fisiologia; no entanto, os riscos não se distinguiram, indicando aparência em termos de susceptibilidade. |
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| Autores principais: | Castelão, Cindy Duarte, 1990- |
| Assunto: | Leiomioma Cancro do colo do útero Estrogénios Biomarcadores Teses de mestrado - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os leiomiomas são neoplasias benignas que se formam a partir das células do músculo liso. Estes são os tumores mais comuns do aparelho reprodutor feminino. O cancro do colo do útero, cujo agente patogénico é o HPV, é o segundo cancro mais frequente e a segunda maior causa de morte nas mulheres em todo o mundo. Um dos factores de risco para o desenvolvimento de neoplasias em tecidos sensíveis a hormonas é a exposição, excessiva e cumulativa a estrogénios. Um factor importante da toxicologia dos estrogénios, para além da estimulação da proliferação de células epiteliais, é o seu metabolismo oxidativo. Assim, estudou-se polimorfismos funcionais nas seguintes enzimas: o CYP1A1 (rs4646903), a COMT (rs 4680), a MPO (rs2333227). Estudou-se igualmente a actividade da RTM e a concentração de estradiol circulante. Neste estudo observou-se que o alelo C, responsável pela maior actividade de CYP1A1, é um factor de risco em ambas as patologias. O alelo A, que concede menor actividade à enzima COMT, apresenta-se como um factor de risco para as patologias em estudo. Observámos que o genótipo GA da enzima MPO revelou-se um factor de risco em ambas as patologias – isto poderá indicar que esta é importante na eliminação do HPV; ou poderá ser um indício de que quantidades excessivas de ROS são prejudiciais às células transformadas. A RTM não demonstrou resultados estatisticamente significativos. Os níveis de estradiol circulante foram superiores nas populações patológicas corroborando a teoria que esta hormona é tumorigénica, quer directa quer indirectamente.A maior concentração de estradiol na população de leiomiomas pode indicar uma maior dependência hormonal deste. O facto dos resultados obtidos serem idênticos nos leiomiomas e cancro do colo do útero é interessante: são dois tumores diferentes, não só na sua etiologia, mas também na sua fisiologia; no entanto, os riscos não se distinguiram, indicando aparência em termos de susceptibilidade. |
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