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Unificação monetária europeia e desenvolvimento regional

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Resumo:Com a integração numa união monetária, os países ganham eficiência, por via da eliminação dos custos de transação e dos riscos de câmbio, mas também perdem as suas moedas e a possibilidade de utilizarem uma política monetária independente. As diferenças profundas entre os países, em diversos domínios, poderão exigir, no entanto, alterações do valor da moeda ou da sua quantidade em circulação. Na dissertação, questiona-se se aquelas divergências nacionais e regionais serão suficientemente preocupantes e se as políticas públicas serão eficazes para responder a essas dificuldades. Como os Estados membros da União Europeia têm interesses distintos quanto à adesão ao euro, cada um deve ponderar os custos e benefícios da sua decisão. Até os beneficiários líquidos correm riscos com a participação numa união monetária, por tornar mais difícil o ajustamento no caso de se verificar um grande choque. A ampliação da eurozona até, porventura, aos 27 países, aumentará os desafios, modificando o balanço custo / benefício dos actuais membros e tornando a união monetária talvez menos atractiva. Em 2004, por efeito do grande alargamento, as disparidades de rendimento entre Estados aumentou, sendo ainda maiores ao nível regional. Todavia, a ajuda às regiões não garante uma convergência real de padrões de vida. Alguns países e regiões conseguiram progredir muito mais do que outros, apesar de receberem quantias similares dos fundos estruturais, em termos de percentagens do PIB. Os objectivos da convergência e do crescimento de longo prazo são muito complexos. Não se conhece ainda muito bem como funcionam os seus mecanismos, mas as principais teorias concordam que a acumulação de capital humano e físico favorece o crescimento. Assim, a política de coesão da União Europeia pode desempenhar um papel decisivo no robustecimento dos factores de produção. Nesta dissertação, discutem-se estes desafios e as políticas necessárias para o desenvolvimento das regiões europeias.
Autores principais:Goncalves, Jose Renato
Assunto:Direito comunitário Teses de doutoramento
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com a integração numa união monetária, os países ganham eficiência, por via da eliminação dos custos de transação e dos riscos de câmbio, mas também perdem as suas moedas e a possibilidade de utilizarem uma política monetária independente. As diferenças profundas entre os países, em diversos domínios, poderão exigir, no entanto, alterações do valor da moeda ou da sua quantidade em circulação. Na dissertação, questiona-se se aquelas divergências nacionais e regionais serão suficientemente preocupantes e se as políticas públicas serão eficazes para responder a essas dificuldades. Como os Estados membros da União Europeia têm interesses distintos quanto à adesão ao euro, cada um deve ponderar os custos e benefícios da sua decisão. Até os beneficiários líquidos correm riscos com a participação numa união monetária, por tornar mais difícil o ajustamento no caso de se verificar um grande choque. A ampliação da eurozona até, porventura, aos 27 países, aumentará os desafios, modificando o balanço custo / benefício dos actuais membros e tornando a união monetária talvez menos atractiva. Em 2004, por efeito do grande alargamento, as disparidades de rendimento entre Estados aumentou, sendo ainda maiores ao nível regional. Todavia, a ajuda às regiões não garante uma convergência real de padrões de vida. Alguns países e regiões conseguiram progredir muito mais do que outros, apesar de receberem quantias similares dos fundos estruturais, em termos de percentagens do PIB. Os objectivos da convergência e do crescimento de longo prazo são muito complexos. Não se conhece ainda muito bem como funcionam os seus mecanismos, mas as principais teorias concordam que a acumulação de capital humano e físico favorece o crescimento. Assim, a política de coesão da União Europeia pode desempenhar um papel decisivo no robustecimento dos factores de produção. Nesta dissertação, discutem-se estes desafios e as políticas necessárias para o desenvolvimento das regiões europeias.