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Obesidade, sedentarismo e atividade física em estudantes universitários de cursos de saúde : que prevalência?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A obesidade e sedentarismo são problemas relevantes de saúde pública nas sociedades modernas, com implicações diretas em comorbilidades, diminuição da qualidade de vida e produtividade. A sua prevalência tem vindo a aumentar e os estudantes universitários não são exceção. Assim, o presente trabalho teve como objetivos: 1) verificar o impacte da área de estudo na prevalência de obesidade e na prática de atividade física em estudantes universitários; 2) comparar o estado nutricional, composição corporal, hábitos alimentares, imagem corporal e atividade física de estudantes do curso de Nutrição com estudantes de outros cursos de Saúde. Material e Métodos: Estudo observacional transversal realizado em 110 estudantes do ensino universitário, com idades compreendidas entre os 18-40 anos. Avaliaram-se parâmetros relativos ao estado nutricional e composição corporal com uma balança de bioimpedância Tanita BC351®, estadiómetro móvel e fita métrica. Os hábitos alimentares foram avaliados através da aplicação de um questionário. Para avaliar a prática de atividade física dos estudantes aplicou-se a versão curta do questionário de Atividade Física IPAQ (International Physical Activity Questionnaire). A análise estatística foi realizada com o programa SPSS® versão 20.0, considerando-se existir significância estatística quando p<0,05. Resultados: A prevalência de pré-obesidade/obesidade foi de 4% nos estudantes de Nutrição vs. 20% em estudantes de outros cursos de Saúde. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas no que respeitou aos níveis de atividade física (p=0,974) e inatividade física (p=0,772). Os estudantes de Nutrição apresentaram IMC inferior (22 ± 2 vs. 23 ± 3 kg/m2) ao dos estudantes de outros cursos de Saúde e menor risco de complicações metabólicas. Conclusões: A frequência na licenciatura em Ciências da Nutrição parece ter um impacte positivo, contribuindo para uma menor prevalência de obesidade; no entanto, não parece ter um efeito significativo quanto à atividade física, fator que pode estar associado a variáveis emocionais e de estilos de vida.
Autores principais:Domingues, Catarina Maria dos Santos, 1991-
Assunto:Estado nutricional Composição corporal Actividade física Estudantes universitários Nutrição Teses de mestrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A obesidade e sedentarismo são problemas relevantes de saúde pública nas sociedades modernas, com implicações diretas em comorbilidades, diminuição da qualidade de vida e produtividade. A sua prevalência tem vindo a aumentar e os estudantes universitários não são exceção. Assim, o presente trabalho teve como objetivos: 1) verificar o impacte da área de estudo na prevalência de obesidade e na prática de atividade física em estudantes universitários; 2) comparar o estado nutricional, composição corporal, hábitos alimentares, imagem corporal e atividade física de estudantes do curso de Nutrição com estudantes de outros cursos de Saúde. Material e Métodos: Estudo observacional transversal realizado em 110 estudantes do ensino universitário, com idades compreendidas entre os 18-40 anos. Avaliaram-se parâmetros relativos ao estado nutricional e composição corporal com uma balança de bioimpedância Tanita BC351®, estadiómetro móvel e fita métrica. Os hábitos alimentares foram avaliados através da aplicação de um questionário. Para avaliar a prática de atividade física dos estudantes aplicou-se a versão curta do questionário de Atividade Física IPAQ (International Physical Activity Questionnaire). A análise estatística foi realizada com o programa SPSS® versão 20.0, considerando-se existir significância estatística quando p<0,05. Resultados: A prevalência de pré-obesidade/obesidade foi de 4% nos estudantes de Nutrição vs. 20% em estudantes de outros cursos de Saúde. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas no que respeitou aos níveis de atividade física (p=0,974) e inatividade física (p=0,772). Os estudantes de Nutrição apresentaram IMC inferior (22 ± 2 vs. 23 ± 3 kg/m2) ao dos estudantes de outros cursos de Saúde e menor risco de complicações metabólicas. Conclusões: A frequência na licenciatura em Ciências da Nutrição parece ter um impacte positivo, contribuindo para uma menor prevalência de obesidade; no entanto, não parece ter um efeito significativo quanto à atividade física, fator que pode estar associado a variáveis emocionais e de estilos de vida.