Publicação
Modos esquemáticos e estilos interpessoais na perspetiva do modelo de complementaridade paradigmática
| Resumo: | Investigações anteriores têm demonstrado que o funcionamento esquemático e a dimensão interpessoal estão fortemente relacionados com a psicopatologia e a saúde mental. Neste sentido, a presente investigação teve como objetivo identificar e diferenciar em que medida os modos esquemáticos e os estilos interpessoais se relacionam entre si, e quais os seus contributos em termos diferenciais para a explicação da regulação da satisfação das necessidades psicológicas, bem-estar, distress psicológico e sintomatologia. Para tal, foi utilizada uma amostra constituída por 112 sujeitos e foram utilizados os seguintes instrumentos: IME, IPI-32, ISP, ISM e ERSN-43. Os resultados mostraram que existem moderadas associações entre os modos esquemáticos e os estilos interpessoais. Quanto maior a presença de modos esquemáticos e de estilos interpessoais menor é a regulação da satisfação das necessidades psicológicas e bem-estar e, por outro lado, maior é o distress psicológico e a sintomatologia. Porém, os modos esquemáticos apresentam relações mais robustas e um papel mais relevante e determinante, tendo o Modo Criança Vulnerável um papel predominante. Ficou registada a forte relação entre a regulação da satisfação das necessidades psicológicas e as várias variáveis em estudo, particularmente a sintomatologia, dada uma maior capacidade desta regulação numa amostra com maior presença de sintomas. Estes resultados podem ser potencialmente relevantes para a conceptualização de caso e tomada de decisão terapêutica focada nas necessidades e características dos pacientes. No entanto, devido às limitações presentes, é importante cautela na sua consideração. |
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| Autores principais: | Conceição, Rafael Filipe Guerreiro da |
| Assunto: | Relações humanas Saúde mental Semiologia (Medicina) Necessidades psicológicas Bem-estar Dissertações de mestrado - 2021 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Investigações anteriores têm demonstrado que o funcionamento esquemático e a dimensão interpessoal estão fortemente relacionados com a psicopatologia e a saúde mental. Neste sentido, a presente investigação teve como objetivo identificar e diferenciar em que medida os modos esquemáticos e os estilos interpessoais se relacionam entre si, e quais os seus contributos em termos diferenciais para a explicação da regulação da satisfação das necessidades psicológicas, bem-estar, distress psicológico e sintomatologia. Para tal, foi utilizada uma amostra constituída por 112 sujeitos e foram utilizados os seguintes instrumentos: IME, IPI-32, ISP, ISM e ERSN-43. Os resultados mostraram que existem moderadas associações entre os modos esquemáticos e os estilos interpessoais. Quanto maior a presença de modos esquemáticos e de estilos interpessoais menor é a regulação da satisfação das necessidades psicológicas e bem-estar e, por outro lado, maior é o distress psicológico e a sintomatologia. Porém, os modos esquemáticos apresentam relações mais robustas e um papel mais relevante e determinante, tendo o Modo Criança Vulnerável um papel predominante. Ficou registada a forte relação entre a regulação da satisfação das necessidades psicológicas e as várias variáveis em estudo, particularmente a sintomatologia, dada uma maior capacidade desta regulação numa amostra com maior presença de sintomas. Estes resultados podem ser potencialmente relevantes para a conceptualização de caso e tomada de decisão terapêutica focada nas necessidades e características dos pacientes. No entanto, devido às limitações presentes, é importante cautela na sua consideração. |
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