Publicação
Doenças neurodegenerativas e força de preensão manual na população europeia
| Resumo: | Introdução: A demência é, atualmente, a sétima causa de morte em todo o mundo. As previsões demográficas apontam para um envelhecimento da população europeia, o que conduzirá a um aumento da prevalência de patologias associadas ao aumento da longevidade, como é o caso das doenças neurodegenerativas. A perda de massa muscular, também designada sarcopenia, traduz-se em limitação da função das es-truturas musculosqueléticas. A identificação de fatores de risco comuns e de meca-nismos subjacentes à sarcopenia e ao declínio da função cognitiva pode permitir o desenvolvimento de intervenções específicas que atrasem ou revertam os processos. Objetivos: O presente trabalho teve como objetivo caracterizar a associação entre força de preensão manual e o diagnóstico de doenças neurodegenerativas, designa-damente, doença de Alzheimer ou outras demências e doença de Parkinson, na po-pulação europeia com 50 ou mais anos. Métodos: O estudo seguiu numa abordagem quantitativa, de tipo transversal, com amostra probabilística de indivíduos europeus com 50 ou mais anos de 26 países. Os questionários de caracterização sociodemográfica e de saúde foram administrados no âmbito do projeto SHARE durante o ano de 2017. Para analisar a associação entre a força de preensão manual e diagnóstico médico autorrelatado de doença de Alzhei-mer ou outras demências e doença de Parkinson, foram utilizados modelos de regres-são logística ajustados para sexo e idade. Resultados: Foram incluídos 73552 participantes (31815 homens e 41737 mulheres). Da amostra analisada, 4867 indivíduos apresentaram baixa força de preensão manual (7,4%). No que respeita à associação entre a força de preensão manual e o autorre-latado de doença de Alzheimer ou outras demências, verificou-se associação estatis-ticamente significativa (OR = 2,8; IC 95%: 2,36−3,30). Da mesma forma, relativamente à associação entre a força de preensão manual e autorrelatado de doença de Parkin-son, verificou-se uma associação estatisticamente significativa (OR = 2,9; IC 95%: 2,32−3,67). Conclusão: Os participantes com autorrelato das doenças neurodegenerativas em análise apresentaram níveis de força de preensão manual inferiores, quando compa-rados com participantes sem autorrelato deste tipo de morbilidade. Estes resultados reforçam a necessidade de serem feitos estudos com desenho longitudinal, de forma a compreender melhor esta relação, permitindo eventualmente a antecipação de di-agnóstico, bem como melhoria nos tratamentos e reabilitação de doentes com demên-cia. |
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| Autores principais: | Afonso, Luísa Alexandra Alvim Barateiro |
| Assunto: | Doenças neurodegenerativas Doença de Alzheimer Demência Idosos Envelhecimento Força Teses de mestrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A demência é, atualmente, a sétima causa de morte em todo o mundo. As previsões demográficas apontam para um envelhecimento da população europeia, o que conduzirá a um aumento da prevalência de patologias associadas ao aumento da longevidade, como é o caso das doenças neurodegenerativas. A perda de massa muscular, também designada sarcopenia, traduz-se em limitação da função das es-truturas musculosqueléticas. A identificação de fatores de risco comuns e de meca-nismos subjacentes à sarcopenia e ao declínio da função cognitiva pode permitir o desenvolvimento de intervenções específicas que atrasem ou revertam os processos. Objetivos: O presente trabalho teve como objetivo caracterizar a associação entre força de preensão manual e o diagnóstico de doenças neurodegenerativas, designa-damente, doença de Alzheimer ou outras demências e doença de Parkinson, na po-pulação europeia com 50 ou mais anos. Métodos: O estudo seguiu numa abordagem quantitativa, de tipo transversal, com amostra probabilística de indivíduos europeus com 50 ou mais anos de 26 países. Os questionários de caracterização sociodemográfica e de saúde foram administrados no âmbito do projeto SHARE durante o ano de 2017. Para analisar a associação entre a força de preensão manual e diagnóstico médico autorrelatado de doença de Alzhei-mer ou outras demências e doença de Parkinson, foram utilizados modelos de regres-são logística ajustados para sexo e idade. Resultados: Foram incluídos 73552 participantes (31815 homens e 41737 mulheres). Da amostra analisada, 4867 indivíduos apresentaram baixa força de preensão manual (7,4%). No que respeita à associação entre a força de preensão manual e o autorre-latado de doença de Alzheimer ou outras demências, verificou-se associação estatis-ticamente significativa (OR = 2,8; IC 95%: 2,36−3,30). Da mesma forma, relativamente à associação entre a força de preensão manual e autorrelatado de doença de Parkin-son, verificou-se uma associação estatisticamente significativa (OR = 2,9; IC 95%: 2,32−3,67). Conclusão: Os participantes com autorrelato das doenças neurodegenerativas em análise apresentaram níveis de força de preensão manual inferiores, quando compa-rados com participantes sem autorrelato deste tipo de morbilidade. Estes resultados reforçam a necessidade de serem feitos estudos com desenho longitudinal, de forma a compreender melhor esta relação, permitindo eventualmente a antecipação de di-agnóstico, bem como melhoria nos tratamentos e reabilitação de doentes com demên-cia. |
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