Publicação
The role of RANKL/RANK pathway on ER+ breast cancer’s tumorigenesis and resistance to therapy
| Resumo: | O cancro da mama é o segundo cancro mais frequente a nível mundial, sendo responsável por mais de 600,000 mortes por ano. Os subtipos recetores hormonais positivos (RH+) representam a vasta maioria dos casos, estando associados a um melhor prognóstico. No entanto, e apesar de todos os avanços terapêuticos, 30% dos cancros da mama RH+ continuam a progredir para doença metastática. Ao longo das últimas duas décadas, a via RANKL/RANK emergiu como uma importante via de sinalização em vários mecanismos além da homeostase óssea, nos quais se incluem a iniciação e progressão metastática do cancro da mama. Neste trabalho revemos e resumimos a escassa literatura disponível acerca do papel fisiopatológico desta via na carcinogénese mamária luminal e do seu potencial papel na resistência à hormono- e quimioterapia, complementando a informação existente com dados experimentais obtidos pelo nosso grupo. Abordamos ainda a evidência disponível acerca do potencial benefício de inibir a via RANKL/RANK com o objetivo de melhorar os outcomes clínicos deste tipo de tumor, descrevendo e discutindo detalhadamente os resultados contraditórios de dois ensaios clínicos de fase 3 recentemente publicados, o ABCSG-18 e o D-CARE, que se debruçaram sobre os efeitos modificadores de doença do denosumab, um anticorpo monoclonal anti-RANKL, como terapêutica adjuvante em cancro da mama precoce. Concluímos que, apesar da inúmera evidência que sugere que a via RANKL/RANK pode assumir um importante papel na resistência intrínseca e progressão sob terapêutica em cancro da mama, não há atualmente evidência clara que justifique a recomendação de denosumab com o intuito de modificar a sobrevida dos doentes com cancro da mama luminal. No entanto, não descartamos que tal possa vir a acontecer no futuro, sendo para isso necessários mais estudos clínicos com vista a selecionar a população de doentes com maior probabilidade de beneficiar desta intervenção. |
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| Autores principais: | Vilhais, Guilherme Henrique Almirante |
| Assunto: | Cancro da mama luminal Via RANKL/RANK Resistência à terapêutica Denosumab em adjuvante |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O cancro da mama é o segundo cancro mais frequente a nível mundial, sendo responsável por mais de 600,000 mortes por ano. Os subtipos recetores hormonais positivos (RH+) representam a vasta maioria dos casos, estando associados a um melhor prognóstico. No entanto, e apesar de todos os avanços terapêuticos, 30% dos cancros da mama RH+ continuam a progredir para doença metastática. Ao longo das últimas duas décadas, a via RANKL/RANK emergiu como uma importante via de sinalização em vários mecanismos além da homeostase óssea, nos quais se incluem a iniciação e progressão metastática do cancro da mama. Neste trabalho revemos e resumimos a escassa literatura disponível acerca do papel fisiopatológico desta via na carcinogénese mamária luminal e do seu potencial papel na resistência à hormono- e quimioterapia, complementando a informação existente com dados experimentais obtidos pelo nosso grupo. Abordamos ainda a evidência disponível acerca do potencial benefício de inibir a via RANKL/RANK com o objetivo de melhorar os outcomes clínicos deste tipo de tumor, descrevendo e discutindo detalhadamente os resultados contraditórios de dois ensaios clínicos de fase 3 recentemente publicados, o ABCSG-18 e o D-CARE, que se debruçaram sobre os efeitos modificadores de doença do denosumab, um anticorpo monoclonal anti-RANKL, como terapêutica adjuvante em cancro da mama precoce. Concluímos que, apesar da inúmera evidência que sugere que a via RANKL/RANK pode assumir um importante papel na resistência intrínseca e progressão sob terapêutica em cancro da mama, não há atualmente evidência clara que justifique a recomendação de denosumab com o intuito de modificar a sobrevida dos doentes com cancro da mama luminal. No entanto, não descartamos que tal possa vir a acontecer no futuro, sendo para isso necessários mais estudos clínicos com vista a selecionar a população de doentes com maior probabilidade de beneficiar desta intervenção. |
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