Publicação
Rastreio parasitológico em populações de caprinos silvestres, assilvestrados e domésticos no Parque Nacional da Peneda-Gerês
| Resumo: | A cabra-montesa (Capra pyrenaica) é uma espécie endémica da Península ibérica, uma das mais emblemáticas do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Contam-se 13 anos desde o regresso deste ungulado silvestre a território português depois de a espécie ser considerada extinta em 1890. A presença crescente de gado doméstico e assilvestrado, sobretudo de caprinos, nas áreas ocupadas pelas cabras montesas constitui uma das principais ameaças à conservação da espécie, quer devido ao aumento da prevalência e transmissão de doenças, quer devido à competição pelos recursos naturais. Posto isto, torna-se importante a monitorização e controlo deste tipo de rebanhos. Neste contexto, elaborou-se um estudo sobre a parasitofauna de 27 núcleos de caprinos residentes na área do PNPG através da recolha de 50 amostras de fezes, pertencentes a cabras-montesas (Capra pyrenaica, n=22), cabras domésticas (Capra hircus, n=20) e cabras assilvestradas (Capra hircus, n=8). Em Portugal, é a primeira vez que se realiza um estudo deste género na cabra-montesa. No total das 50 amostras, 98% (n=49) apresentaram formas parasitárias pertencentes a pelo menos um dos 9 géneros/espécies identificados e com as seguintes prevalências: Muellerius capillaris (100%, n=22 cabra-montesa, n=20 cabra doméstica, 75%, n=6 cabra assilvestrada), Nematodirus (100%, n=20 cabra doméstica, 95,5%, n=21 cabra-montesa, 25%, n=2 cabra assilvestrada), Teladorsagia (65%, n=13 cabra doméstica, 22,7%, n=5 cabra-montesa, 12,5%, n=1 cabra assilvestrada) Trichostrongylus (45%, n=9 cabra doméstica, 13,6%, n=3 cabra-montesa, 12,5%, n=1 cabra assilvestrada), Moniezia benedeni (35%, n=7 cabra doméstica, 22,7%, n=5 cabra-montesa, 12,5%, n=1 cabra assilvestrada), Dicrocoelium dendriticum (5%, n=1 cabra doméstica), Trichuris ovis (5%, n=1 cabra doméstica), Eimeria (70%, n=14 cabra doméstica, 59,1%, n=13 cabra-montesa, 37,5%, n=3 cabra assilvestrada) e Cryptosporidium (20%, n=4 cabra doméstica, 13,6%, n=3 cabra-montesa, 12,5%, n=1 cabra assilvestrada). De uma forma geral, a parasitofauna encontrada nas 3 populações foi muito semelhante, tendo-se registado intensidades parasitárias baixas, o que não invalida a necessidade da continuação de estudos de monitorização destas populações de caprinos. |
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| Autores principais: | Figueiredo, Patrícia de Jesus |
| Assunto: | Cabra-montesa Cabra doméstica Cabra assilvestrada Parque Nacional da Peneda-Gerês Rastreio Parasitofauna Iberian ibex Domestic goat Feral goat Peneda-Gerês National Park Survey Parasitic fauna |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A cabra-montesa (Capra pyrenaica) é uma espécie endémica da Península ibérica, uma das mais emblemáticas do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Contam-se 13 anos desde o regresso deste ungulado silvestre a território português depois de a espécie ser considerada extinta em 1890. A presença crescente de gado doméstico e assilvestrado, sobretudo de caprinos, nas áreas ocupadas pelas cabras montesas constitui uma das principais ameaças à conservação da espécie, quer devido ao aumento da prevalência e transmissão de doenças, quer devido à competição pelos recursos naturais. Posto isto, torna-se importante a monitorização e controlo deste tipo de rebanhos. Neste contexto, elaborou-se um estudo sobre a parasitofauna de 27 núcleos de caprinos residentes na área do PNPG através da recolha de 50 amostras de fezes, pertencentes a cabras-montesas (Capra pyrenaica, n=22), cabras domésticas (Capra hircus, n=20) e cabras assilvestradas (Capra hircus, n=8). Em Portugal, é a primeira vez que se realiza um estudo deste género na cabra-montesa. No total das 50 amostras, 98% (n=49) apresentaram formas parasitárias pertencentes a pelo menos um dos 9 géneros/espécies identificados e com as seguintes prevalências: Muellerius capillaris (100%, n=22 cabra-montesa, n=20 cabra doméstica, 75%, n=6 cabra assilvestrada), Nematodirus (100%, n=20 cabra doméstica, 95,5%, n=21 cabra-montesa, 25%, n=2 cabra assilvestrada), Teladorsagia (65%, n=13 cabra doméstica, 22,7%, n=5 cabra-montesa, 12,5%, n=1 cabra assilvestrada) Trichostrongylus (45%, n=9 cabra doméstica, 13,6%, n=3 cabra-montesa, 12,5%, n=1 cabra assilvestrada), Moniezia benedeni (35%, n=7 cabra doméstica, 22,7%, n=5 cabra-montesa, 12,5%, n=1 cabra assilvestrada), Dicrocoelium dendriticum (5%, n=1 cabra doméstica), Trichuris ovis (5%, n=1 cabra doméstica), Eimeria (70%, n=14 cabra doméstica, 59,1%, n=13 cabra-montesa, 37,5%, n=3 cabra assilvestrada) e Cryptosporidium (20%, n=4 cabra doméstica, 13,6%, n=3 cabra-montesa, 12,5%, n=1 cabra assilvestrada). De uma forma geral, a parasitofauna encontrada nas 3 populações foi muito semelhante, tendo-se registado intensidades parasitárias baixas, o que não invalida a necessidade da continuação de estudos de monitorização destas populações de caprinos. |
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