Publicação
A geografia cultural europeia de quatrocentos e quinhentos - o alargamento do conhecimento do mundo : uma proposta didática
| Resumo: | O relatório/tese apresenta-se como uma proposta didática do Módulo 1 e 2: A geografia cultural europeia de quatrocentos e quinhentos – O alargamento do conhecimento do mundo, ao mesmo tempo científica e formadora, realizada com alunos do 10.º ano de escolaridade do Ensino Secundário, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Carnaxide. No séc. XV, a Europa inicia um processo de abertura ao mundo, através da expansão marítima. Nesse processo, destacaram-se os países ibéricos que dominaram as rotas do comércio marítimo e controlaram a economia mundial, salientando as cidades cosmopolitas de Lisboa e Sevilha. É importante que os alunos retenham que este processo de expansão abriu o caminho para novas culturas, novas matérias e um novo domínio económico de Portugal. O país teve ainda a sua grande importância no comércio ultramarino detendo, com a vizinha Espanha, o monopólio deste. É de salientar que o processo de expansão portuguesa teve vários envolvidos, desde a burguesia – que teve neste período a sua época áurea – até à própria Coroa, que investiu também neste processo. Apesar de Portugal e Espanha serem detentores do comércio ultramarino, continuava a ser bem visível a rivalidade entre os dois países através das suas diferentes politicas ultramarinas. Estas culminaram na divisão do mundo entre estes dois países através do Tratado de Tordesilhas. Com esta divisão do mundo, ao longo dos séculos XV e XVI, Portugal consolidou um Império Além-Mar em África, Ásia e América do Sul. Por sua vez, Espanha reforçou o seu Império na América Central e do Sul. Ambos os países ocuparam e exploraram economicamente estes espaços, embora utilizando métodos diferentes, o que acabou por influenciar culturalmente os indígenas destes territórios, bem como aqueles que tiveram contacto com estas potências. Não se pode excluir a importância que os estudos para a inovação técnica tiveram para o processo de expansão tivesse o seu devido êxito. Com a expansão ultramarina fica assim conhecido um mundo até então desconhecido, tanto a nível de culturas como de matérias naturais. Estas viriam a ser observadas e relatadas, tendo assim o reconhecimento desta observação. Ao longo das aulas – através de suportes audiovisuais modernos, adequados e estimulantes – procurámos demonstrar que a expansão marítima levada a cabo pelos estados peninsulares, teve como consequência a abertura de novas rotas ao comércio intercontinental. Simultaneamente, permitiu o acesso a novas culturas, novos produtos, novas técnicas, que acabaram por influenciar toda a sociedade europeia em diversos aspetos: económicos, sociais, culturais e políticos. |
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| Autores principais: | Colaço, António José Moreira |
| Assunto: | História Geografia cultural Descobrimentos Cosmopolitismo Competências Espaço - tempo Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O relatório/tese apresenta-se como uma proposta didática do Módulo 1 e 2: A geografia cultural europeia de quatrocentos e quinhentos – O alargamento do conhecimento do mundo, ao mesmo tempo científica e formadora, realizada com alunos do 10.º ano de escolaridade do Ensino Secundário, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Carnaxide. No séc. XV, a Europa inicia um processo de abertura ao mundo, através da expansão marítima. Nesse processo, destacaram-se os países ibéricos que dominaram as rotas do comércio marítimo e controlaram a economia mundial, salientando as cidades cosmopolitas de Lisboa e Sevilha. É importante que os alunos retenham que este processo de expansão abriu o caminho para novas culturas, novas matérias e um novo domínio económico de Portugal. O país teve ainda a sua grande importância no comércio ultramarino detendo, com a vizinha Espanha, o monopólio deste. É de salientar que o processo de expansão portuguesa teve vários envolvidos, desde a burguesia – que teve neste período a sua época áurea – até à própria Coroa, que investiu também neste processo. Apesar de Portugal e Espanha serem detentores do comércio ultramarino, continuava a ser bem visível a rivalidade entre os dois países através das suas diferentes politicas ultramarinas. Estas culminaram na divisão do mundo entre estes dois países através do Tratado de Tordesilhas. Com esta divisão do mundo, ao longo dos séculos XV e XVI, Portugal consolidou um Império Além-Mar em África, Ásia e América do Sul. Por sua vez, Espanha reforçou o seu Império na América Central e do Sul. Ambos os países ocuparam e exploraram economicamente estes espaços, embora utilizando métodos diferentes, o que acabou por influenciar culturalmente os indígenas destes territórios, bem como aqueles que tiveram contacto com estas potências. Não se pode excluir a importância que os estudos para a inovação técnica tiveram para o processo de expansão tivesse o seu devido êxito. Com a expansão ultramarina fica assim conhecido um mundo até então desconhecido, tanto a nível de culturas como de matérias naturais. Estas viriam a ser observadas e relatadas, tendo assim o reconhecimento desta observação. Ao longo das aulas – através de suportes audiovisuais modernos, adequados e estimulantes – procurámos demonstrar que a expansão marítima levada a cabo pelos estados peninsulares, teve como consequência a abertura de novas rotas ao comércio intercontinental. Simultaneamente, permitiu o acesso a novas culturas, novos produtos, novas técnicas, que acabaram por influenciar toda a sociedade europeia em diversos aspetos: económicos, sociais, culturais e políticos. |
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