Publicação
Hinos e marchas militares no Estado Novo (1933-1958): contributo para a história da música militar na propaganda do Estado Português
| Resumo: | O presente trabalho centra-se no estudo dos Hinos e Marchas, do período de 1933- 1958, e no seu contributo para a História da Música Militar. O conceito de História do Estado Novo serve de base para compreender os fundamentos da música, nomeadamente as Letras dos Hinos e Marchas e a sua prática didáctica na doutrinação do povo através da propaganda do Estado Novo. Através da realização deste trabalho tive como objectivo sistematizar toda a informação encontrada sobre a História do Estado Novo e Hinos e Marchas deste período, de forma a redigir um documento onde esta se concretizasse permitindo reconhecer a sua influência nas Letras dos Hinos e Marchas e a possibilidade de reflexão da sua orientação propagandística do regime vigente neste quadro da História. Estado Novo foi a designação atribuída ao regime autoritário corporativo e assente em valores conservadores como o totalitarismo, nacionalismo e culto do chefe, instaurado por António de Oliveira Salazar com a aprovação da Constituição de 1933. Este regime manteve uma forte propaganda de modo a aplicar o seu carácter acentuadamente nacionalista, nas suas preocupações de ordem social, impondo-se na Educação Nacional, destacando-se na música e também nas instituições militares, contribuindo para a História da Música Militar. A didáctica é a ciência do ensino que organiza e sistematiza a construção do conhecimento, utilizando a interdisciplinaridade e intercomplementaridade para torná-lo mais acessível e compreensível a todos que o utilizam. 4 No presente estudo a didáctica tem a ver com a selecção e a representação de argumentos que sejam valiosos para o regime salazarista e, portanto, apresentam-se como conteúdos a aprender. É aqui utilizada como técnica e também instrumento de nivelamento do ensino, homogeneizando o desenvolvimento do processo de ensinoaprendizagem a toda a população. A didáctica é usada como técnica de estimular, dirigir e encaminhar a formação da sociedade civil. A música militar estabelece aqui uma relação com a população através das suas actuações públicas realizadas pelas Bandas de Música que divulgam os Hinos e Marchas de acordo com a propaganda do Estado Novo. Tem uma eficácia formativa e instrutiva, conduz o povo à progressiva aquisição de hábitos, conhecimentos e ideias do regime político vigente. A música tem a capacidade de afectar as emoções e intelecto através do prazer da sua audição. Através da música, as Letras dos Hinos e Marchas podem estimular as acções populares, logo a música é uma poderosa forma de arte cujo apelo estético está altamente relacionado com a cultura na qual é composta e executada. |
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| Autores principais: | Alferes, Franck Noël da Silva |
| Assunto: | Música militar - Portugal - 1933-1958 Marchas (Música) - Portugal - 1933-1958 Propaganda - Portugal - 1933-1958 Portugal - História - séc.20 Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente trabalho centra-se no estudo dos Hinos e Marchas, do período de 1933- 1958, e no seu contributo para a História da Música Militar. O conceito de História do Estado Novo serve de base para compreender os fundamentos da música, nomeadamente as Letras dos Hinos e Marchas e a sua prática didáctica na doutrinação do povo através da propaganda do Estado Novo. Através da realização deste trabalho tive como objectivo sistematizar toda a informação encontrada sobre a História do Estado Novo e Hinos e Marchas deste período, de forma a redigir um documento onde esta se concretizasse permitindo reconhecer a sua influência nas Letras dos Hinos e Marchas e a possibilidade de reflexão da sua orientação propagandística do regime vigente neste quadro da História. Estado Novo foi a designação atribuída ao regime autoritário corporativo e assente em valores conservadores como o totalitarismo, nacionalismo e culto do chefe, instaurado por António de Oliveira Salazar com a aprovação da Constituição de 1933. Este regime manteve uma forte propaganda de modo a aplicar o seu carácter acentuadamente nacionalista, nas suas preocupações de ordem social, impondo-se na Educação Nacional, destacando-se na música e também nas instituições militares, contribuindo para a História da Música Militar. A didáctica é a ciência do ensino que organiza e sistematiza a construção do conhecimento, utilizando a interdisciplinaridade e intercomplementaridade para torná-lo mais acessível e compreensível a todos que o utilizam. 4 No presente estudo a didáctica tem a ver com a selecção e a representação de argumentos que sejam valiosos para o regime salazarista e, portanto, apresentam-se como conteúdos a aprender. É aqui utilizada como técnica e também instrumento de nivelamento do ensino, homogeneizando o desenvolvimento do processo de ensinoaprendizagem a toda a população. A didáctica é usada como técnica de estimular, dirigir e encaminhar a formação da sociedade civil. A música militar estabelece aqui uma relação com a população através das suas actuações públicas realizadas pelas Bandas de Música que divulgam os Hinos e Marchas de acordo com a propaganda do Estado Novo. Tem uma eficácia formativa e instrutiva, conduz o povo à progressiva aquisição de hábitos, conhecimentos e ideias do regime político vigente. A música tem a capacidade de afectar as emoções e intelecto através do prazer da sua audição. Através da música, as Letras dos Hinos e Marchas podem estimular as acções populares, logo a música é uma poderosa forma de arte cujo apelo estético está altamente relacionado com a cultura na qual é composta e executada. |
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