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A provisão de serviços públicos de resolução judicial de litígios: análise económica do sistema judicial português

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste trabalho estuda-se a oferta do sistema judicial português a partir dos conceitos e instrumentos da teoria económica. Para esse efeito, apresenta-se um modelo econométrico da provisão de serviços judiciais pelos tribunais de 1.ª instância que utiliza uma medida indirecta da eficiência produtiva dos tribunais (uma medida quantitativa da produtividade judicial), e que controla parcialmente a heterogeneidade do perfil de litigância resolvida (case mix) através da criação de grupos homogéneos de tribunais quanto ao case mix. O modelo apresentado permite testar um conjunto de hipóteses teóricas sobre os factores tecnológicos e de contexto que condicionam a produtividade judicial dos tribunais e, também, explorar hipóteses explicativas das relações estatísticas estabelecidas entre a medida de produtividade judicial e os factores cujo efeito não é previsível por nenhuma teoria particular. Os resultados obtidos permitem concluir que a produtividade judicial é endógena e que factores exteriores ao controlo do tribunal explicam parte dos diferenciais de produtividade judicial observados. O trabalho conclui com um conjunto de recomendações de política pública derivado dos resultados obtidos e das análises efectuadas.
Autores principais:Martins, Daniel Borowczyk
Assunto:Tribunais Eficiência Política pública Courts Efficiency Public policy
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Neste trabalho estuda-se a oferta do sistema judicial português a partir dos conceitos e instrumentos da teoria económica. Para esse efeito, apresenta-se um modelo econométrico da provisão de serviços judiciais pelos tribunais de 1.ª instância que utiliza uma medida indirecta da eficiência produtiva dos tribunais (uma medida quantitativa da produtividade judicial), e que controla parcialmente a heterogeneidade do perfil de litigância resolvida (case mix) através da criação de grupos homogéneos de tribunais quanto ao case mix. O modelo apresentado permite testar um conjunto de hipóteses teóricas sobre os factores tecnológicos e de contexto que condicionam a produtividade judicial dos tribunais e, também, explorar hipóteses explicativas das relações estatísticas estabelecidas entre a medida de produtividade judicial e os factores cujo efeito não é previsível por nenhuma teoria particular. Os resultados obtidos permitem concluir que a produtividade judicial é endógena e que factores exteriores ao controlo do tribunal explicam parte dos diferenciais de produtividade judicial observados. O trabalho conclui com um conjunto de recomendações de política pública derivado dos resultados obtidos e das análises efectuadas.