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Avaliação multimodal da cardiopatia isquémica com teste único : o paradigma da ressonância

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A ressonância magnética cardiovascular (RMC) é uma modalidade da ressonância magnética que supera as limitações inerentes ao movimento cardíaco, fornecendo informação referente à morfologia cardíaca, à caracterização tecidular, à função ventricular e à perfusão miocárdica. Em pacientes com suspeita de doença coronária, recorrendo à avaliação da perfusão miocárdica e cinética segmentar (repouso vs stress), permite uma avaliação funcional e deteção de isquemia com elevada sensibilidade e especificidade. Em contexto agudo, permite a determinação do tamanho do enfarte e diferenciação entre miocárdio em risco e enfartado, combinando a avaliação funcional, deteção de edema e padrão de realce, após administração de Gadolíneo. Podem ainda ser avaliados fatores prognósticos como a área de “salvage”, a presença de obstrução microvascular, fenómeno de “no-reflow”, envolvimento do ventrículo direito ou complicações pós-enfarte. Na cardiopatia isquémica crónica a RMC identifica alterações tecidulares pelo realce de gadolínio e assume um papel crucial na determinação do prognóstico pela avaliação da viabilidade miocárdica. Também a precisão na quantificação dos volumes, massa e função ventriculares tornou-a essencial no estudo da função cardíaca com importância diagnóstica e implicações prognóstica. A RMC é, assim, um método gold standard na abordagem global da patologia cardiovascular, particularmente no contexto da cardiopatia isquémica.
Autores principais:Rocha, Marta Isabel Arriaga de Matos
Assunto:Isquemia miocárdica Espectroscopia de ressonância magnética Doenças cardiovasculares
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A ressonância magnética cardiovascular (RMC) é uma modalidade da ressonância magnética que supera as limitações inerentes ao movimento cardíaco, fornecendo informação referente à morfologia cardíaca, à caracterização tecidular, à função ventricular e à perfusão miocárdica. Em pacientes com suspeita de doença coronária, recorrendo à avaliação da perfusão miocárdica e cinética segmentar (repouso vs stress), permite uma avaliação funcional e deteção de isquemia com elevada sensibilidade e especificidade. Em contexto agudo, permite a determinação do tamanho do enfarte e diferenciação entre miocárdio em risco e enfartado, combinando a avaliação funcional, deteção de edema e padrão de realce, após administração de Gadolíneo. Podem ainda ser avaliados fatores prognósticos como a área de “salvage”, a presença de obstrução microvascular, fenómeno de “no-reflow”, envolvimento do ventrículo direito ou complicações pós-enfarte. Na cardiopatia isquémica crónica a RMC identifica alterações tecidulares pelo realce de gadolínio e assume um papel crucial na determinação do prognóstico pela avaliação da viabilidade miocárdica. Também a precisão na quantificação dos volumes, massa e função ventriculares tornou-a essencial no estudo da função cardíaca com importância diagnóstica e implicações prognóstica. A RMC é, assim, um método gold standard na abordagem global da patologia cardiovascular, particularmente no contexto da cardiopatia isquémica.