Publicação

Habitar o 6 de Maio : as casas, os homens, o bairro

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Tendo como eixo central de debate o habitar a casa e o habitar o bairro, e a forma como esta dualidade se insere no quotidiano e nas trajetórias de vida de homens de origem caboverdiana que habitam um bairro autoconstruído na Área Metropolitana de Lisboa – o bairro 6 de Maio –, a presente dissertação explora a relação entre o sujeito, a casa e o espaço comum deste bairro, analisando o quotidiano destes imigrantes, a construção de masculinidades, as diferentes formas de sociabilização consoante a geração e o processos de criação de laços de pertença num lugar marcado por tensões, vulnerabilidade e precariedade. Analisa-se, igualmente, o modo como as experiências de mobilidade migratória dos sujeitos dialogam com a forma como estes ocupam, ou autoconstroem, e habitam as suas casas e o bairro. Por último, pretende-se mostrar como este bairro se constitui como “casa” dos homens que nele habitam, de modo permanente ou pendular, e como essa “domesticidade” do bairro decorre em parte de continuidades com práticas e saberes do país de origem dos seus moradores caboverdianos.
Autores principais:Sampaio, Catarina Maria Garção Serra Coelho
Assunto:Bairros informais Habitação clandestina Imigração cabo-verdiana Bairro 6 de Maio Sociabilidades de bairro Teses de Mestrado - 2013
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Tendo como eixo central de debate o habitar a casa e o habitar o bairro, e a forma como esta dualidade se insere no quotidiano e nas trajetórias de vida de homens de origem caboverdiana que habitam um bairro autoconstruído na Área Metropolitana de Lisboa – o bairro 6 de Maio –, a presente dissertação explora a relação entre o sujeito, a casa e o espaço comum deste bairro, analisando o quotidiano destes imigrantes, a construção de masculinidades, as diferentes formas de sociabilização consoante a geração e o processos de criação de laços de pertença num lugar marcado por tensões, vulnerabilidade e precariedade. Analisa-se, igualmente, o modo como as experiências de mobilidade migratória dos sujeitos dialogam com a forma como estes ocupam, ou autoconstroem, e habitam as suas casas e o bairro. Por último, pretende-se mostrar como este bairro se constitui como “casa” dos homens que nele habitam, de modo permanente ou pendular, e como essa “domesticidade” do bairro decorre em parte de continuidades com práticas e saberes do país de origem dos seus moradores caboverdianos.