Publicação
O sofrimento como potenciador de mudanças positivas significativas : um estudo com adolescentes institucionalizados
| Resumo: | Ao longo dos tempos o sofrimento tem sido visto tanto como causador de distúrbios, como potenciador de crescimento pessoal. Por volta dos anos 80, nasce na Psicologia o estudo sistemático deste tema. Os autores Tedeschi e Calhoun propõem o termo Crescimento Pós-Traumático (CPT) para designar as mudanças profundas e percepcionadas como positivas que decorrem da vivência de uma situação traumática. Este crescimento muda a visão que se tem de si, dos outros e do mundo e exige uma grande capacidade de processamento cognitivo para se desenvolver. Neste estudo pretendeu-se estudar o CPT em adolescentes institucionalizados, partindo-se do pressuposto de que para estarem institucionalizados, passaram por situações traumáticas. Elaborou-se a hipótese de que seria possível desenvolver CPT neste grupo de adolescentes. Assim, realizaram-se entrevistas a seis adolescentes, três do género feminino e três do género masculino, com base no Inquérito Apreciativo. Do mesmo modo entrevistou-se uma psicóloga e técnica da instituição que os acompanha, para conhecer melhor a história de vida dos adolescentes e não haver a necessidade de abordar com estes as questões do trauma. Pretendeu-se ajudar os adolescentes a focar-se nas mudanças positivas. Com base nas informações dadas pelos adolescentes e pela técnica da instituição chegou-se à conclusão de que neste grupo não parece haver desenvolvimento de CPT, devido ao baixo nível de capacidades cognitivas dos mesmos. Ainda assim, surgiram muitas indicações de mudanças percebidas como positivas por estes adolescentes, em consequência das aprendizagens que têm feito na instituição. No entanto importa ressalvar que estas mudanças não incluem o nível de processamento cognitivo necessário para se considerar CPT. Sendo esta área ainda muito recente, conclui-se que parece haver necessidade de continuar a explorar o CPT entre os adolescentes, nomeadamente ao nível de sofisticação cognitiva a partir do qual é possível desenvolver CPT. |
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| Autores principais: | Guerreiro, Maria João Pereira de Matos Gonçalves |
| Assunto: | Adolescentes institucionalizados Sofrimento Psicologia positiva Teses de mestrado - 2011 |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Ao longo dos tempos o sofrimento tem sido visto tanto como causador de distúrbios, como potenciador de crescimento pessoal. Por volta dos anos 80, nasce na Psicologia o estudo sistemático deste tema. Os autores Tedeschi e Calhoun propõem o termo Crescimento Pós-Traumático (CPT) para designar as mudanças profundas e percepcionadas como positivas que decorrem da vivência de uma situação traumática. Este crescimento muda a visão que se tem de si, dos outros e do mundo e exige uma grande capacidade de processamento cognitivo para se desenvolver. Neste estudo pretendeu-se estudar o CPT em adolescentes institucionalizados, partindo-se do pressuposto de que para estarem institucionalizados, passaram por situações traumáticas. Elaborou-se a hipótese de que seria possível desenvolver CPT neste grupo de adolescentes. Assim, realizaram-se entrevistas a seis adolescentes, três do género feminino e três do género masculino, com base no Inquérito Apreciativo. Do mesmo modo entrevistou-se uma psicóloga e técnica da instituição que os acompanha, para conhecer melhor a história de vida dos adolescentes e não haver a necessidade de abordar com estes as questões do trauma. Pretendeu-se ajudar os adolescentes a focar-se nas mudanças positivas. Com base nas informações dadas pelos adolescentes e pela técnica da instituição chegou-se à conclusão de que neste grupo não parece haver desenvolvimento de CPT, devido ao baixo nível de capacidades cognitivas dos mesmos. Ainda assim, surgiram muitas indicações de mudanças percebidas como positivas por estes adolescentes, em consequência das aprendizagens que têm feito na instituição. No entanto importa ressalvar que estas mudanças não incluem o nível de processamento cognitivo necessário para se considerar CPT. Sendo esta área ainda muito recente, conclui-se que parece haver necessidade de continuar a explorar o CPT entre os adolescentes, nomeadamente ao nível de sofisticação cognitiva a partir do qual é possível desenvolver CPT. |
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