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A formação profissional contínua do enfermeiro

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Resumo:O trabalho que a seguir se apresenta tem como principal objectivo proceder a uma análise da prática profissional do enfermeiro assim como das estratégias e modalidades de formação por ele utilizadas no período compreendido entre o termo do curso de enfermagem geral e o inicio do curso de especialização. Trata-se de um estudo descritivo em que, tendo em vista a perspectiva de Boudon (1979) procuramos primeiramente identificar e descrever os factores que mais concorreram para aquela formação para depois fazermos a sua interpretação. Ao longo do enquadramento teórico são abordados conceitos como os de formação de adultos, formação contínua, formação profissional contínua, formação pela experiência, mudança e trabalho em equipa, sendo ainda dado especial relevo à teoria da aprendizagem pela experiência de David Kolb (1984). Utilizámos como instrumentos de pesquisa o questionário (dirigido), num total de 196 enfermeiros e a entrevista semi-estruturada, em sete. Como resultados mais significativos referiremos que, neste período da vida profissional do enfermeiro, a dificuldade com que ele mais se depara na sua prática profissional é a falta de tempo para poder atender, de uma forma mais correcta, ás necessidades apresentadas pelo utente, referida por 87,75% dos enfermeiros. Outras dificuldades mencionadas, mas estas com bastante menor expressão em termos percentuais, são a relação com o médico e a falta de conhecimentos para a compreensão de algumas necessidades do utente H 9.89% ex aequo) Como factores que mais concorrem para a sua formação temos: a experiência resultante da interacção com o utente, a leitura que faz nos seus tempos livres e a formação por cursos (acções de formação). Da interacção com o utente o enfermeiro adquire, sobretudo, uma melhor percepção das necessidades (do utente) e do modo como melhor satisfazê-las e ainda uma maior confiança e segurança quando perante novas situações. Se bem que o enfermeiro refira que, neste período da sua vida profissional, não dispõe de muitos tempos livres, ele dispensa, em média, três horas por semana à leitura de assuntos relativos à profissão, possuindo em sua casa uma pequena biblioteca constituída por cerca de 130 livros Um número significativo de enfermeiros (149 = 76,02%) é subscritor de uma revista de enfermagem. Relativamente à formação por cursos, a maioria dos enfermeiros (93,36%) concorda que ela contribuiu positivamente não apenas para o desempenho profissional, nomeadamente para a melhoria dos cuidados ao utente como também para a formação (96,42%). Sobre este último aspecto os contributos mais referidos são a melhoria dos conhecimentos, o desenvolvimento de novas atitudes e uma maior segurança nas intervenções enfermeiro/utente.
Autores principais:Botelho, José Rodrigues
Assunto:Teses de mestrado - 1993 Psicologia da saúde Enfermagem Formação profissional Formação de adultos
Ano:1993
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O trabalho que a seguir se apresenta tem como principal objectivo proceder a uma análise da prática profissional do enfermeiro assim como das estratégias e modalidades de formação por ele utilizadas no período compreendido entre o termo do curso de enfermagem geral e o inicio do curso de especialização. Trata-se de um estudo descritivo em que, tendo em vista a perspectiva de Boudon (1979) procuramos primeiramente identificar e descrever os factores que mais concorreram para aquela formação para depois fazermos a sua interpretação. Ao longo do enquadramento teórico são abordados conceitos como os de formação de adultos, formação contínua, formação profissional contínua, formação pela experiência, mudança e trabalho em equipa, sendo ainda dado especial relevo à teoria da aprendizagem pela experiência de David Kolb (1984). Utilizámos como instrumentos de pesquisa o questionário (dirigido), num total de 196 enfermeiros e a entrevista semi-estruturada, em sete. Como resultados mais significativos referiremos que, neste período da vida profissional do enfermeiro, a dificuldade com que ele mais se depara na sua prática profissional é a falta de tempo para poder atender, de uma forma mais correcta, ás necessidades apresentadas pelo utente, referida por 87,75% dos enfermeiros. Outras dificuldades mencionadas, mas estas com bastante menor expressão em termos percentuais, são a relação com o médico e a falta de conhecimentos para a compreensão de algumas necessidades do utente H 9.89% ex aequo) Como factores que mais concorrem para a sua formação temos: a experiência resultante da interacção com o utente, a leitura que faz nos seus tempos livres e a formação por cursos (acções de formação). Da interacção com o utente o enfermeiro adquire, sobretudo, uma melhor percepção das necessidades (do utente) e do modo como melhor satisfazê-las e ainda uma maior confiança e segurança quando perante novas situações. Se bem que o enfermeiro refira que, neste período da sua vida profissional, não dispõe de muitos tempos livres, ele dispensa, em média, três horas por semana à leitura de assuntos relativos à profissão, possuindo em sua casa uma pequena biblioteca constituída por cerca de 130 livros Um número significativo de enfermeiros (149 = 76,02%) é subscritor de uma revista de enfermagem. Relativamente à formação por cursos, a maioria dos enfermeiros (93,36%) concorda que ela contribuiu positivamente não apenas para o desempenho profissional, nomeadamente para a melhoria dos cuidados ao utente como também para a formação (96,42%). Sobre este último aspecto os contributos mais referidos são a melhoria dos conhecimentos, o desenvolvimento de novas atitudes e uma maior segurança nas intervenções enfermeiro/utente.