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O papel dos pais na alimentação dos filhos : práticas parentais de autorregulação da ingestão alimentar, preocupação e perceção do peso da criança e regulação emocional

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O número de crianças com excesso de peso tem vindo a aumentar em todo o mundo. É nos primeiros anos de vida que a criança desenvolve os seus hábitos alimentares, que tendem a persistir na vida adulta. Os pais têm um papel importante na construção destes hábitos, nomeadamente através das práticas alimentares que utilizam. Estudos anteriores focaram-se nas práticas de controlo, o presente estudo tem como foco as práticas alimentares que promovem a autorregulação alimentar e os seus determinantes como a perceção e preocupação com o peso da criança e a possível interferência da autorregulação emocional dos pais. O presente trabalho tem como objetivos caracterizar o recurso a práticas alimentares promotoras da autorregulação alimentar na criança e estudar as relações entre perceção e preocupação com o peso da criança, a regulação emocional parental, as práticas parentais de autorregulação alimentar e os hábitos alimentares das crianças com idades pré-escolares. Foi realizado um estudo quantitativo cuja amostra foi constituída por 101 pais de crianças dos 2 aos 6 anos e utilizado um Questionário Sociodemográfico, Questionário sobre Hábitos Alimentares, Registo do Peso e Altura dos pais e crianças, Escala de Regulação Emocional Parental, Escala de Práticas Promotoras da Autorregulação da Ingestão Alimentar da Criança e Escala de Perceção e Preocupação com o Peso da Criança. Foi encontrada uma associação negativa entre as Práticas de Ensino de Autorregulação Alimentar e o Consumo de Alimentos não Saudáveis, uma associação positiva entre todas as Práticas e o consumo de legumes e entre as Práticas de Ensino e de Dar Opções de Alimentos Saudáveis com o consumo de frutas. Verificaram-se ainda correlações significativas entre a Orientação para as Emoções da Criança e todas as Práticas. Estes resultados reforçam a necessidade de desenvolver intervenções que conduzam à utilização de práticas que promovam autorregulação alimentar dos filhos tornando-os conscientes da sua influência.
Autores principais:João, Patrícia Sofia Marcelino
Assunto:Práticas parentais Autorregulação Regulação Hábitos alimentares Idade pré-escolar Teses de mestrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O número de crianças com excesso de peso tem vindo a aumentar em todo o mundo. É nos primeiros anos de vida que a criança desenvolve os seus hábitos alimentares, que tendem a persistir na vida adulta. Os pais têm um papel importante na construção destes hábitos, nomeadamente através das práticas alimentares que utilizam. Estudos anteriores focaram-se nas práticas de controlo, o presente estudo tem como foco as práticas alimentares que promovem a autorregulação alimentar e os seus determinantes como a perceção e preocupação com o peso da criança e a possível interferência da autorregulação emocional dos pais. O presente trabalho tem como objetivos caracterizar o recurso a práticas alimentares promotoras da autorregulação alimentar na criança e estudar as relações entre perceção e preocupação com o peso da criança, a regulação emocional parental, as práticas parentais de autorregulação alimentar e os hábitos alimentares das crianças com idades pré-escolares. Foi realizado um estudo quantitativo cuja amostra foi constituída por 101 pais de crianças dos 2 aos 6 anos e utilizado um Questionário Sociodemográfico, Questionário sobre Hábitos Alimentares, Registo do Peso e Altura dos pais e crianças, Escala de Regulação Emocional Parental, Escala de Práticas Promotoras da Autorregulação da Ingestão Alimentar da Criança e Escala de Perceção e Preocupação com o Peso da Criança. Foi encontrada uma associação negativa entre as Práticas de Ensino de Autorregulação Alimentar e o Consumo de Alimentos não Saudáveis, uma associação positiva entre todas as Práticas e o consumo de legumes e entre as Práticas de Ensino e de Dar Opções de Alimentos Saudáveis com o consumo de frutas. Verificaram-se ainda correlações significativas entre a Orientação para as Emoções da Criança e todas as Práticas. Estes resultados reforçam a necessidade de desenvolver intervenções que conduzam à utilização de práticas que promovam autorregulação alimentar dos filhos tornando-os conscientes da sua influência.