Publicação
Síndrome Látex-Frutos em idade pediátrica : a propósito de um caso clínico
| Resumo: | A alergia IgE mediada ao látex foi descrita pela primeira vez em 1979, sendo os principais grupos de risco identificados os profissionais de saúde e doentes com espinha bífida em idade pediátrica que, por sua vez, parecem estar predispostos a sensibilização por diferentes alergénios. Esta entidade tem sido alvo de investigação não só pelo seu amplo espetro de manifestações clínicas, como também pela sua associação à hipersensibilidade a diversos frutos/vegetais – Síndrome Látex-Frutos. A Síndrome Látex-Frutos, descrita pela primeira vez em 1991, caracteriza-se pela presença de reatividade cruzada entre alergénios do látex e alergénios de frutos/vegetais como a castanha, a banana, o pêssego, o abacate, o kiwi, entre outros. Apesar da panóplia de alimentos descritos em associação a esta síndrome, é consensual a necessidade de mais estudos para melhor compreender quais os alergénios envolvidos e a sua relevância clínica. Para o diagnóstico desta patologia, a história clínica alergológica detalhada é essencial, devendo ser corroborada por testes cutâneos por picada e/ou doseamento de IgE específica positivos. Apesar de a prova de provocação oral com o alimento ser gold standard, pelo risco acrescido de reações sistémicas, deve ser criteriosamente reservada para situações específicas. A prevenção e o tratamento desta síndrome passam essencialmente pela evicção estruturada da exposição ao látex e da ingestão dos alimentos implicados, pela instituição de imunoterapia em casos selecionados e pela administração de adrenalina intramuscular, em contexto de anafilaxia. Pela sua crescente relevância clínica e como exemplo ilustrativo da complexidade desta síndrome, é apresentado e discutido o caso clínico de uma doente pediátrica, sendo abordados temas como o raciocínio diagnóstico e medidas terapêuticas e preventivas, e a importância do envolvimento do médico, da família e do meio escolar para a segurança e qualidade de vida dos doentes. |
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| Autores principais: | Silva, Cláudia Sousa Marques Mateus |
| Assunto: | Alergia IgE mediada ao látex Síndrome Látex-Frutos Reatividade cruzada Medidas preventivas Pediatria |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A alergia IgE mediada ao látex foi descrita pela primeira vez em 1979, sendo os principais grupos de risco identificados os profissionais de saúde e doentes com espinha bífida em idade pediátrica que, por sua vez, parecem estar predispostos a sensibilização por diferentes alergénios. Esta entidade tem sido alvo de investigação não só pelo seu amplo espetro de manifestações clínicas, como também pela sua associação à hipersensibilidade a diversos frutos/vegetais – Síndrome Látex-Frutos. A Síndrome Látex-Frutos, descrita pela primeira vez em 1991, caracteriza-se pela presença de reatividade cruzada entre alergénios do látex e alergénios de frutos/vegetais como a castanha, a banana, o pêssego, o abacate, o kiwi, entre outros. Apesar da panóplia de alimentos descritos em associação a esta síndrome, é consensual a necessidade de mais estudos para melhor compreender quais os alergénios envolvidos e a sua relevância clínica. Para o diagnóstico desta patologia, a história clínica alergológica detalhada é essencial, devendo ser corroborada por testes cutâneos por picada e/ou doseamento de IgE específica positivos. Apesar de a prova de provocação oral com o alimento ser gold standard, pelo risco acrescido de reações sistémicas, deve ser criteriosamente reservada para situações específicas. A prevenção e o tratamento desta síndrome passam essencialmente pela evicção estruturada da exposição ao látex e da ingestão dos alimentos implicados, pela instituição de imunoterapia em casos selecionados e pela administração de adrenalina intramuscular, em contexto de anafilaxia. Pela sua crescente relevância clínica e como exemplo ilustrativo da complexidade desta síndrome, é apresentado e discutido o caso clínico de uma doente pediátrica, sendo abordados temas como o raciocínio diagnóstico e medidas terapêuticas e preventivas, e a importância do envolvimento do médico, da família e do meio escolar para a segurança e qualidade de vida dos doentes. |
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