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Comparação entre dois protocolos analgésicos em cadelas submetidas a mastectomia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A maior importância dada ao tratamento analgésico na medicina veterinária nos últimos anos tem aumentado o interesse e preocupações sobre a eficácia, os efeitos adversos sistémicos, custo e o uso abusivo dos diferentes agentes analgésico. O presente estudo teve como objectivo comparar dois protocolos analgésicos em cadelas submetidas a mastectomia unilateral (n=20). As variáveis em estudo para a avaliação do grau de dor foram os valores da escala de dor da universidade de Melbourne (EDUM) em T0 (pré-cirúrgico), T1 (1ª h pós-cx), T2 (2ªh pós-cx), T3 (3ª h pós-cx), T4(4ªh pós-cx) e T48 (48ªh pós-cx) e o doseamento de cortisol sérico em T0 e T1. No grupo controlo (grupo B) os animais (n=11) foram pré-medicados com buprenorfina IM (0,015mg/kg) e no grupo estudo (grupo BL) os animais (n=9) foram também submetidos a pré-medicação com buprenorfina IM (0,015mg/kg), sendo realizada no pós-operatório analgesia local através da infiltração de lidocaína (4mg/kg) na zona da sutura. A análise estatística do presente estudo foi realizada com o programa estatístico informático Graph Pad InStat utilizando o teste t Welch's, análise de variância “One way ANOVA”, teste de comparações múltiplas de Tukey-Kramer e o coeficiente de correlação Pearson (r). Os resultados são apresentados como média ± desvio-padrão. No grupo B a média na pontuação obtida pela EDUM foi de 3,73±1,35 em T0; de 7,91±4,64 em T1; em T2 foi de 7,55±4,27; 8,09 ± 3,91 em T3; 7,91±3,59 em T4 e finalmente em T48 foi de 5,22 ± 2,49. No grupo BL em T0 a média foi de 4 ± 1,22; de 6,22 ± 1,92 em T1; em T2 a pontuação média foi de 6,22±2,33; em T3 registou-se um valor médio de 5,78±2,11; 6,33±2,12 em T4 e finalmente em T48 foi de 4 ± 1,22. Apesar do valor médio do grupo BL em todos os períodos de observação, excepto no T48, ser menor do que no grupo B, não se observaram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos (teste t Welch‟s ; p>0,05 ). No grupo B o cortisol sérico aumentou significativamente de T0 (4.36±2.03) para T1 (7.36±3.42; teste t para dados emparelhados, p= 0.0055), enquanto que no grupo BL o cortisol de T0 (6.84±6.4) para T1 (5.3±3.81) diminuiu, não sendo esta diminuição significativa (teste t para dados emparelhados, p= 0.4552). De acordo com os resultados do doseamento do cortisol, a infiltração local de lidocaína na zona da sutura no pós-operatório imediato, é significativamente benéfica em cadelas submetidas a mastectomia. Porém, recorrendo a avaliação da dor pela EDUM esse benefício não é evidente.
Autores principais:Gonçalves, Maria Lúcia dos Ramos
Assunto:Buprenorfina Mastectomia Lidocaína Dor Buprenorphine Mastectomy Lidocaine Pain
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A maior importância dada ao tratamento analgésico na medicina veterinária nos últimos anos tem aumentado o interesse e preocupações sobre a eficácia, os efeitos adversos sistémicos, custo e o uso abusivo dos diferentes agentes analgésico. O presente estudo teve como objectivo comparar dois protocolos analgésicos em cadelas submetidas a mastectomia unilateral (n=20). As variáveis em estudo para a avaliação do grau de dor foram os valores da escala de dor da universidade de Melbourne (EDUM) em T0 (pré-cirúrgico), T1 (1ª h pós-cx), T2 (2ªh pós-cx), T3 (3ª h pós-cx), T4(4ªh pós-cx) e T48 (48ªh pós-cx) e o doseamento de cortisol sérico em T0 e T1. No grupo controlo (grupo B) os animais (n=11) foram pré-medicados com buprenorfina IM (0,015mg/kg) e no grupo estudo (grupo BL) os animais (n=9) foram também submetidos a pré-medicação com buprenorfina IM (0,015mg/kg), sendo realizada no pós-operatório analgesia local através da infiltração de lidocaína (4mg/kg) na zona da sutura. A análise estatística do presente estudo foi realizada com o programa estatístico informático Graph Pad InStat utilizando o teste t Welch's, análise de variância “One way ANOVA”, teste de comparações múltiplas de Tukey-Kramer e o coeficiente de correlação Pearson (r). Os resultados são apresentados como média ± desvio-padrão. No grupo B a média na pontuação obtida pela EDUM foi de 3,73±1,35 em T0; de 7,91±4,64 em T1; em T2 foi de 7,55±4,27; 8,09 ± 3,91 em T3; 7,91±3,59 em T4 e finalmente em T48 foi de 5,22 ± 2,49. No grupo BL em T0 a média foi de 4 ± 1,22; de 6,22 ± 1,92 em T1; em T2 a pontuação média foi de 6,22±2,33; em T3 registou-se um valor médio de 5,78±2,11; 6,33±2,12 em T4 e finalmente em T48 foi de 4 ± 1,22. Apesar do valor médio do grupo BL em todos os períodos de observação, excepto no T48, ser menor do que no grupo B, não se observaram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos (teste t Welch‟s ; p>0,05 ). No grupo B o cortisol sérico aumentou significativamente de T0 (4.36±2.03) para T1 (7.36±3.42; teste t para dados emparelhados, p= 0.0055), enquanto que no grupo BL o cortisol de T0 (6.84±6.4) para T1 (5.3±3.81) diminuiu, não sendo esta diminuição significativa (teste t para dados emparelhados, p= 0.4552). De acordo com os resultados do doseamento do cortisol, a infiltração local de lidocaína na zona da sutura no pós-operatório imediato, é significativamente benéfica em cadelas submetidas a mastectomia. Porém, recorrendo a avaliação da dor pela EDUM esse benefício não é evidente.