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The pharmaceutical consultation in hospital setting: the example in oncology at São Francisco Xavier Hospital

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo exploratório teve como objetivo descrever a comunicação clínica do farmacêutico durante consultas farmacêuticas em contexto hospitalar. O desenho do estudo seguiu uma abordagem transversal do diálogo entre o farmacêutico e o doente, codificando-o usando o Roter Interaction Analysis System. As variáveis de comunicação e compósitos do Roter Interaction Analysis System foram avaliadas, incluindo a complexidade da informação terapêutica, estimada através de uma pontuação específica, o Cancer Therapy Information Complexity Score. O estudo incidiu sobre 13 consultas de doentes oncológicos com uma farmacêutica, das quais 6 incluíram um parente do doente. A dominância do diálogo da farmacêutica alcançou 53.49%, sendo maior em consultas diádicas (U=6.0, p=0.032), com uma predominância geral de questões fechadas (W=81.0, p=0.013). O nível de construção do relacionamento com o parente foi maior quando a idade do doente estava acima dos 80 anos (inclusive). A quantidade de questões biomédicas feitas pelo doente foi maior em consultas diádicas. Várias correlações fortes, tanto positivas como negativas, foram encontradas entre compósitos, como a correlação negativa entre a construção do relacionamento positivo com o doente e a informação de estilo de vida/psicossocial dada pelo parente (Rho=-0.971, p=0.001). Foram também calculadas razões do Roter Interaction Analysis System, encontrando-se uma razão entre o diálogo psicossocial e diálogo biomédico da farmacêutica para o doente maior em consultas com regimes de tratamento mais complexos, e ainda uma razão entre o diálogo psicossocial e diálogo biomédico da farmacêutica para o parente maior quando a idade do doente foi igual ou superior a 80 anos. As consultas farmacêuticas, como qualquer outra consulta, requerem um tempo mínimo que deverá ser otimizado através de uma consulta bem estruturada e segmentada, orientada para o objetivo da visita. O envolvimento do parente na consulta é importante, especialmente para doentes oncológicos mais velhos. São necessários mais estudos, com amostras populacionais maiores e consultas farmacêuticas hospitalares em diferentes contextos.
Autores principais:Correia, Ana Rita Amorim
Assunto:Clinical communication RIAS Hospital pharmacist Hospital pharmaceutical consultation Oncology Mestrado integrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo exploratório teve como objetivo descrever a comunicação clínica do farmacêutico durante consultas farmacêuticas em contexto hospitalar. O desenho do estudo seguiu uma abordagem transversal do diálogo entre o farmacêutico e o doente, codificando-o usando o Roter Interaction Analysis System. As variáveis de comunicação e compósitos do Roter Interaction Analysis System foram avaliadas, incluindo a complexidade da informação terapêutica, estimada através de uma pontuação específica, o Cancer Therapy Information Complexity Score. O estudo incidiu sobre 13 consultas de doentes oncológicos com uma farmacêutica, das quais 6 incluíram um parente do doente. A dominância do diálogo da farmacêutica alcançou 53.49%, sendo maior em consultas diádicas (U=6.0, p=0.032), com uma predominância geral de questões fechadas (W=81.0, p=0.013). O nível de construção do relacionamento com o parente foi maior quando a idade do doente estava acima dos 80 anos (inclusive). A quantidade de questões biomédicas feitas pelo doente foi maior em consultas diádicas. Várias correlações fortes, tanto positivas como negativas, foram encontradas entre compósitos, como a correlação negativa entre a construção do relacionamento positivo com o doente e a informação de estilo de vida/psicossocial dada pelo parente (Rho=-0.971, p=0.001). Foram também calculadas razões do Roter Interaction Analysis System, encontrando-se uma razão entre o diálogo psicossocial e diálogo biomédico da farmacêutica para o doente maior em consultas com regimes de tratamento mais complexos, e ainda uma razão entre o diálogo psicossocial e diálogo biomédico da farmacêutica para o parente maior quando a idade do doente foi igual ou superior a 80 anos. As consultas farmacêuticas, como qualquer outra consulta, requerem um tempo mínimo que deverá ser otimizado através de uma consulta bem estruturada e segmentada, orientada para o objetivo da visita. O envolvimento do parente na consulta é importante, especialmente para doentes oncológicos mais velhos. São necessários mais estudos, com amostras populacionais maiores e consultas farmacêuticas hospitalares em diferentes contextos.