Publicação
Intervenção grupanalítica breve na infertilidade: sofrimento psicológico, autoeficácia, estigma, relação matrimonial, memórias da infância e estatuto reprodutivo
| Resumo: | A incidência da infertilidade tem vindo a aumentar nas últimas décadas, sendo este um problema de saúde pública causador de sofrimento psicológico inerente a quem padece desta condição. O presente estudo consiste na avaliação da eficácia da psicoterapia grupanalítica breve, destinada a mulheres em tratamento da infertilidade. A avaliação da eficácia desta intervenção terá como indicadores: a) o sofrimento psicológico (depressão, ansiedade e stress); b) a perceção da relação conjugal; c) a perceção da relação na infância e na adolescência com as figuras parentais; d) a perceção de autoeficácia face aos procedimentos médicos na infertilidade; e) a perceção de estigma social e f) o estatuto reprodutivo. Instrumentos: Questionário sociodemográfico e clínico; Versão Portuguesa das Escalas de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21; Pais-Ribeiro, Honrado, & Leal, 2004); Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal (EASAVIC; Narciso & Costa, 1996); Escala Revista de Ajustamento Diádico – Revised Dyadic Adjustment Scale (RDAS; Busby, Christensen, Crane, & Larson, 1995; Versão Portuguesa de Pereira, 2004); Questionário de Empatia Conjugal (QEC; Oliveira et al., 2009); Parental Bonding Instrument (PBI; Parker, Tupling & Brown, 1979; Versão Portuguesa de Manuel Geada, 2003); Escala de Autoeficácia na Infertilidade (EAEI; Cousineau, Green, Corsini, Barnard, Seibring, & Domar, 2006; Versão Portuguesa de Justo, Vieira & Costa, 2010) e Questionário de Consciência de Estigma (QCE; Slade et al., 2007; Versão Portuguesa de Justo, Vieira & Costa, 2010). Participantes: mulheres em tratamento PMA na Maternidade Dr. Alfredo da Costa (N = 67). O estatuto reprodutivo foi avaliado tendo em conta a taxa de gravidez, a taxa de gravidez e perda e, ainda, a taxa de maternidade. Foram realizados três grupos de psicoterapia grupanalítica breve, constituídos por 16 sessões e uma frequência semanal. Os primeiros dois grupos foram realizados presencialmente, na Maternidade Dr. Alfredo da Costa (Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE); o terceiro grupo foi efetuado em formato online (devido à pandemia de COVID-19). As dimensões psicológicas foram avaliadas em cinco Momentos: antes do início da psicoterapia, a meio do processo psicoterapêutico, no fim da psicoterapia, meio ano e um ano após o término da psicoterapia. O estatuto reprodutivo foi avaliado um ano, dois anos e três anos após o fim da psicoterapia. Os resultados obtidos revelaram melhorias significativas nas participantes da psicoterapia grupanalítica breve, nos seguintes aspetos: depressão, estados emocionais negativos, satisfação com as funções familiares na relação conjugal, coesão no ajustamento diádico, consenso no ajustamento diádico, ajustamento diádico visto de uma forma global, empatia conjugal e taxa de maternidade. Os resultados do presente estudo apoiam a integração da psicoterapia grupanalítica breve como um complemento ao tratamento da infertilidade. Este estudo visa contribuir para o conhecimento em Psicologia Clínica no domínio da infertilidade, fornecendo uma avaliação abrangente dos efeitos da intervenção psicoterapêutica grupanalítica breve nas utentes dos serviços de apoio à fertilidade. |
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| Autores principais: | Silva, Mónica Alexandra de Oliveira Nunes da |
| Assunto: | Infertilidade Psicoterapia Grupo Grupanálise Reprodução Infertility Psychotherapy Group Group analysis Reproduction |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A incidência da infertilidade tem vindo a aumentar nas últimas décadas, sendo este um problema de saúde pública causador de sofrimento psicológico inerente a quem padece desta condição. O presente estudo consiste na avaliação da eficácia da psicoterapia grupanalítica breve, destinada a mulheres em tratamento da infertilidade. A avaliação da eficácia desta intervenção terá como indicadores: a) o sofrimento psicológico (depressão, ansiedade e stress); b) a perceção da relação conjugal; c) a perceção da relação na infância e na adolescência com as figuras parentais; d) a perceção de autoeficácia face aos procedimentos médicos na infertilidade; e) a perceção de estigma social e f) o estatuto reprodutivo. Instrumentos: Questionário sociodemográfico e clínico; Versão Portuguesa das Escalas de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21; Pais-Ribeiro, Honrado, & Leal, 2004); Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal (EASAVIC; Narciso & Costa, 1996); Escala Revista de Ajustamento Diádico – Revised Dyadic Adjustment Scale (RDAS; Busby, Christensen, Crane, & Larson, 1995; Versão Portuguesa de Pereira, 2004); Questionário de Empatia Conjugal (QEC; Oliveira et al., 2009); Parental Bonding Instrument (PBI; Parker, Tupling & Brown, 1979; Versão Portuguesa de Manuel Geada, 2003); Escala de Autoeficácia na Infertilidade (EAEI; Cousineau, Green, Corsini, Barnard, Seibring, & Domar, 2006; Versão Portuguesa de Justo, Vieira & Costa, 2010) e Questionário de Consciência de Estigma (QCE; Slade et al., 2007; Versão Portuguesa de Justo, Vieira & Costa, 2010). Participantes: mulheres em tratamento PMA na Maternidade Dr. Alfredo da Costa (N = 67). O estatuto reprodutivo foi avaliado tendo em conta a taxa de gravidez, a taxa de gravidez e perda e, ainda, a taxa de maternidade. Foram realizados três grupos de psicoterapia grupanalítica breve, constituídos por 16 sessões e uma frequência semanal. Os primeiros dois grupos foram realizados presencialmente, na Maternidade Dr. Alfredo da Costa (Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE); o terceiro grupo foi efetuado em formato online (devido à pandemia de COVID-19). As dimensões psicológicas foram avaliadas em cinco Momentos: antes do início da psicoterapia, a meio do processo psicoterapêutico, no fim da psicoterapia, meio ano e um ano após o término da psicoterapia. O estatuto reprodutivo foi avaliado um ano, dois anos e três anos após o fim da psicoterapia. Os resultados obtidos revelaram melhorias significativas nas participantes da psicoterapia grupanalítica breve, nos seguintes aspetos: depressão, estados emocionais negativos, satisfação com as funções familiares na relação conjugal, coesão no ajustamento diádico, consenso no ajustamento diádico, ajustamento diádico visto de uma forma global, empatia conjugal e taxa de maternidade. Os resultados do presente estudo apoiam a integração da psicoterapia grupanalítica breve como um complemento ao tratamento da infertilidade. Este estudo visa contribuir para o conhecimento em Psicologia Clínica no domínio da infertilidade, fornecendo uma avaliação abrangente dos efeitos da intervenção psicoterapêutica grupanalítica breve nas utentes dos serviços de apoio à fertilidade. |
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