Publicação
Significações sobre adolescência em médicos e enfermeiros e implicações para os processos de informação e comunicação com adolescentes com doença oncológica e seus pais
| Resumo: | O presente estudo teve como principal objectivo o estudo exploratório das significações de profissionais de saúde sobre os processos de informação e comunicação com adolescentes com doença oncológica e seus pais. Partindo da avaliação do próprio conceito de adolescência, e da exploração da especificidade da vivência da doença oncológica na adolescência, avaliaram-se as significações sobre as consequências desta especificidade, por um lado, na forma como o profissional informa e interage com o doente e com os pais e, por outro, na própria adaptação dos doentes e seus familiares à situação de doença. Neste sentido, o estudo oferece um contributo para um conhecimento mais aprofundado de como os profissionais de saúde pensam e dão significado aos diferentes aspectos relacionados com o fornecimento de informação, em particular, e a comunicação, em geral, mas também permite usar a experiência única desses profissionais, que contactam de forma prolongada e intensa com os jovens doentes, para aprofundar os conhecimentos sobre o adolescente com doença oncológica, nomeadamente em termos de vivência da doença e de adesão aos tratamentos. Nesta investigação, participaram 18 profissionais de saúde, médicos e enfermeiros, com experiência clínica com adolescentes com cancro. Como metodologia de exploração das significações dos profissionais de saúde, utilizou-se uma entrevista semi-estruturada, cujas questões de orientação foram definidas de acordo com as dimensões em estudo (i.e., conceito de adolescência e características do adolescente com uma doença oncológica, revelação de informação a adolescentes e pais, e comunicação e estabelecimento da relação com adolescentes e pais). A análise qualitativa das verbalizações dos profissionais de saúde permitiu identificar 54 grelhas de análise que integram as categorias e subcategorias de resposta. Os resultados evidenciaram a existência de uma boa capacidade, por parte dos profissionais de saúde, de identificar os marcadores de mudanças desenvolvimentistas, o que permitiu a identificação, por um lado, dos problemas e necessidades mais importantes dos adolescentes, e por outro, das suas capacidades de compreensão sobre a situação clínica. Não obstante, a identificação de estratégias de comunicação eficazes, que revelem especial sensibilidade e adaptação às características da adolescência, não é generalizada. Por outro lado, existem divergências no que concerne aos benefícios da revelação de más notícias ao adolescente, especialmente no que concerne ao prognóstico. Tais evidências reforçam a importância do debate e partilha de conhecimentos e experiências entre diferentes profissionais. |
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| Autores principais: | Gomes, Ana Isabel Fernandes, 1979- |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2007 Adolescência Psicologia do desenvolvimento Doença oncológica |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente estudo teve como principal objectivo o estudo exploratório das significações de profissionais de saúde sobre os processos de informação e comunicação com adolescentes com doença oncológica e seus pais. Partindo da avaliação do próprio conceito de adolescência, e da exploração da especificidade da vivência da doença oncológica na adolescência, avaliaram-se as significações sobre as consequências desta especificidade, por um lado, na forma como o profissional informa e interage com o doente e com os pais e, por outro, na própria adaptação dos doentes e seus familiares à situação de doença. Neste sentido, o estudo oferece um contributo para um conhecimento mais aprofundado de como os profissionais de saúde pensam e dão significado aos diferentes aspectos relacionados com o fornecimento de informação, em particular, e a comunicação, em geral, mas também permite usar a experiência única desses profissionais, que contactam de forma prolongada e intensa com os jovens doentes, para aprofundar os conhecimentos sobre o adolescente com doença oncológica, nomeadamente em termos de vivência da doença e de adesão aos tratamentos. Nesta investigação, participaram 18 profissionais de saúde, médicos e enfermeiros, com experiência clínica com adolescentes com cancro. Como metodologia de exploração das significações dos profissionais de saúde, utilizou-se uma entrevista semi-estruturada, cujas questões de orientação foram definidas de acordo com as dimensões em estudo (i.e., conceito de adolescência e características do adolescente com uma doença oncológica, revelação de informação a adolescentes e pais, e comunicação e estabelecimento da relação com adolescentes e pais). A análise qualitativa das verbalizações dos profissionais de saúde permitiu identificar 54 grelhas de análise que integram as categorias e subcategorias de resposta. Os resultados evidenciaram a existência de uma boa capacidade, por parte dos profissionais de saúde, de identificar os marcadores de mudanças desenvolvimentistas, o que permitiu a identificação, por um lado, dos problemas e necessidades mais importantes dos adolescentes, e por outro, das suas capacidades de compreensão sobre a situação clínica. Não obstante, a identificação de estratégias de comunicação eficazes, que revelem especial sensibilidade e adaptação às características da adolescência, não é generalizada. Por outro lado, existem divergências no que concerne aos benefícios da revelação de más notícias ao adolescente, especialmente no que concerne ao prognóstico. Tais evidências reforçam a importância do debate e partilha de conhecimentos e experiências entre diferentes profissionais. |
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