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Caracterização do BTT no Parque Natural de Sintra-Cascais: um contributo para a revisão da Carta de Desporto de Natureza do PNSC

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As áreas protegidas têm como papel principal a conservação da natureza, mas ao mesmo tempo, o objetivo de serem usadas pelo público para atividades de desporto e lazer, o que acontece com crescente intensidade e frequência, especialmente naquelas perto das grandes cidades. Uma destas atividades é o BTT, um desporto e atividade recreativa com várias vantagens para a saúde, mas que gera vários impactes ecológicos e sociais. Esta é uma das atividades mais praticadas no Parque Natural de Sintra-Cascais. Localizado na área metropolitana de Lisboa, este é o Parque Natural português com maior densidade de residentes e é composto por ecossistemas costeiros e de montanha, com vários valores naturais e construídos. Os principais objetivos deste trabalho são: espacializar os percursos usados para BTT no território do PNSC; obter uma quantificação preliminar do uso de BTT neste Parque e compreender quem são os BTTistas do PNSC, as suas expetativas, perceções, conflitos e dificuldades sentidos na prática do seu desporto neste local. É ainda um objetivo, que o resultado deste trabalho contribua, para o processo de revisão da Carta de Desporto da Natureza desta AP, atualmente a decorrer. Para alcançar estes objetivos foram utilizados um serviço de partilha online, como ferramenta para espacializar um desporto de natureza numa AP, contadores magnéticos automáticos e foram realizados inquéritos. Os resultados mostram que os BTTistas deste Parque utilizam uma rede de percursos, que tira partido da rede viária existente, tem troços ilegais e que se estende por todo o território do PNSC. Estes BTTistas são essencialmente homens com 35 a 54 anos, que praticam o seu desporto maioritariamente domingo de manhã e que residem muito perto do PNSC, tendo por este um grande sentimento de pertença. O cruzamento com praticantes de atividades não motorizadas são vistos positivamente e os seus principais conflitos recaem sobre os desportos motorizados.
Autores principais:Campelo, Maria Brito, 1988-
Assunto:Desporto - Ambiente Áreas protegidas - Portugal Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As áreas protegidas têm como papel principal a conservação da natureza, mas ao mesmo tempo, o objetivo de serem usadas pelo público para atividades de desporto e lazer, o que acontece com crescente intensidade e frequência, especialmente naquelas perto das grandes cidades. Uma destas atividades é o BTT, um desporto e atividade recreativa com várias vantagens para a saúde, mas que gera vários impactes ecológicos e sociais. Esta é uma das atividades mais praticadas no Parque Natural de Sintra-Cascais. Localizado na área metropolitana de Lisboa, este é o Parque Natural português com maior densidade de residentes e é composto por ecossistemas costeiros e de montanha, com vários valores naturais e construídos. Os principais objetivos deste trabalho são: espacializar os percursos usados para BTT no território do PNSC; obter uma quantificação preliminar do uso de BTT neste Parque e compreender quem são os BTTistas do PNSC, as suas expetativas, perceções, conflitos e dificuldades sentidos na prática do seu desporto neste local. É ainda um objetivo, que o resultado deste trabalho contribua, para o processo de revisão da Carta de Desporto da Natureza desta AP, atualmente a decorrer. Para alcançar estes objetivos foram utilizados um serviço de partilha online, como ferramenta para espacializar um desporto de natureza numa AP, contadores magnéticos automáticos e foram realizados inquéritos. Os resultados mostram que os BTTistas deste Parque utilizam uma rede de percursos, que tira partido da rede viária existente, tem troços ilegais e que se estende por todo o território do PNSC. Estes BTTistas são essencialmente homens com 35 a 54 anos, que praticam o seu desporto maioritariamente domingo de manhã e que residem muito perto do PNSC, tendo por este um grande sentimento de pertença. O cruzamento com praticantes de atividades não motorizadas são vistos positivamente e os seus principais conflitos recaem sobre os desportos motorizados.