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Aprendizagens não-formais em ciências: Contributos das actividades de um museu

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Um museu é valorizado pelo património edificado e colecções, pela comunicação e troca de saberes com a comunidade (Primo, 1999). Além de preservar as colecções, deve contribuir para o desenvolvimento das populações, ou seja, do público (Skramstad, 2004). Deste modo, os museus tornaram-se espaços dinâmicos, oferecem serviços, programas como cursos de curta duração, palestras, projectos com escolas, entre outros, com a convicção de que as pessoas aprendem melhor se forem motivadas através de actividades sedutoras (Hooper-Greenhill, 2007). O Museu Nacional de História Natural e o Museu de Ciência da Universidade de Lisboa oferecem programas semanais de actividades, para crianças, durante os períodos de férias escolares. Estes consistem em actividades que abarcam diversas áreas científicas. A partir deste percurso multidisciplinar, pretende-se que as crianças despertem com um outro olhar para a cultura científica, através da arte e da experiência lúdica, nos diversos espaços dos museus. Com o objectivo de estudar este programa de actividades e usando uma abordagem interpretativa (Denzin & Lincoln, 1998), desenvolveu-se um estudo de caso intrínseco (Stake, 1995). Estudaram-se 6 grupos de crianças que frequentaram uma semana destas actividades. Os instrumentos de recolha de dados foram observação (registada em diários de bordo e gravações áudio), entrevistas a crianças e encarregados de educação, trabalhos realizados pelas crianças e instrumentos baseados em técnicas de inspiração projectiva. O tratamento de dados é baseado numa análise narrativa de conteúdo (Clandinin & Connelly, 1998), da qual emergem categorias indutivas. Os resultados iluminam a importância das aprendizagens não formais para o desenvolvimento da literacia científica, conforme ilustrado pelos exemplos analisados.
Autores principais:Dias, Ana
Outros Autores:César, Margarida
Assunto:Museus Educação não-formal Literacia científica Crianças Jovens Actividades de férias
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Um museu é valorizado pelo património edificado e colecções, pela comunicação e troca de saberes com a comunidade (Primo, 1999). Além de preservar as colecções, deve contribuir para o desenvolvimento das populações, ou seja, do público (Skramstad, 2004). Deste modo, os museus tornaram-se espaços dinâmicos, oferecem serviços, programas como cursos de curta duração, palestras, projectos com escolas, entre outros, com a convicção de que as pessoas aprendem melhor se forem motivadas através de actividades sedutoras (Hooper-Greenhill, 2007). O Museu Nacional de História Natural e o Museu de Ciência da Universidade de Lisboa oferecem programas semanais de actividades, para crianças, durante os períodos de férias escolares. Estes consistem em actividades que abarcam diversas áreas científicas. A partir deste percurso multidisciplinar, pretende-se que as crianças despertem com um outro olhar para a cultura científica, através da arte e da experiência lúdica, nos diversos espaços dos museus. Com o objectivo de estudar este programa de actividades e usando uma abordagem interpretativa (Denzin & Lincoln, 1998), desenvolveu-se um estudo de caso intrínseco (Stake, 1995). Estudaram-se 6 grupos de crianças que frequentaram uma semana destas actividades. Os instrumentos de recolha de dados foram observação (registada em diários de bordo e gravações áudio), entrevistas a crianças e encarregados de educação, trabalhos realizados pelas crianças e instrumentos baseados em técnicas de inspiração projectiva. O tratamento de dados é baseado numa análise narrativa de conteúdo (Clandinin & Connelly, 1998), da qual emergem categorias indutivas. Os resultados iluminam a importância das aprendizagens não formais para o desenvolvimento da literacia científica, conforme ilustrado pelos exemplos analisados.