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O papel das células da glia num modelo integrado do desenvolvimento da esquizofrenia e da perturbação bipolar e as suas implicações terapêuticas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Tem sido proposto que várias perturbações psiquiátricas, nomeadamente a Perturbação Bipolar e a Esquizofrenia, estão associadas a mecanismos inflamatórios que aparentemente se desenvolvem através da interação entre o sistema nervoso e o sistema imunológico. Foi elaborada uma revisão não sistemática, através da pesquisa de artigos na base de dados Medline/Pubmed, com o objetivo de encontrar novas linhas de evidência, baseadas em estudos em modelos animais e humanos, ensaios pré-clínicos, estudos genéticos, epidemiológicos, imagiológicos e postmortem, que impliquem as células da glia como um mediador chave para a resposta inflamatória encontrada nestas patologias. Os resultados desta pesquisa revelaram a presença de uma neuroinflamação que parece resultar de uma ativação exagerada e de alterações quantitativas e qualitativas das células glias em ambas as patologias, que podem constituir alvos terapêuticos novos e interessantes. Tendo em consideração que também existe uma neuroinflamação noutras patologias sistémicas, como é o caso da Esclerose Múltipla, terapêuticas desenvolvidas que sejam capazes de normalizar os desequilíbrios imunológicos verificados nesta patologia, podem também ser úteis para o tratamento da Esquizofrenia.
Autores principais:Pinheiro, Ana Isabel Teixeira
Assunto:Esquizofrenia Perturbação bipolar Neuroinflamação Células da glia Microglia Psiquiatria
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Tem sido proposto que várias perturbações psiquiátricas, nomeadamente a Perturbação Bipolar e a Esquizofrenia, estão associadas a mecanismos inflamatórios que aparentemente se desenvolvem através da interação entre o sistema nervoso e o sistema imunológico. Foi elaborada uma revisão não sistemática, através da pesquisa de artigos na base de dados Medline/Pubmed, com o objetivo de encontrar novas linhas de evidência, baseadas em estudos em modelos animais e humanos, ensaios pré-clínicos, estudos genéticos, epidemiológicos, imagiológicos e postmortem, que impliquem as células da glia como um mediador chave para a resposta inflamatória encontrada nestas patologias. Os resultados desta pesquisa revelaram a presença de uma neuroinflamação que parece resultar de uma ativação exagerada e de alterações quantitativas e qualitativas das células glias em ambas as patologias, que podem constituir alvos terapêuticos novos e interessantes. Tendo em consideração que também existe uma neuroinflamação noutras patologias sistémicas, como é o caso da Esclerose Múltipla, terapêuticas desenvolvidas que sejam capazes de normalizar os desequilíbrios imunológicos verificados nesta patologia, podem também ser úteis para o tratamento da Esquizofrenia.