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Das belas-artes à arte de tatuar: dinâmicas recentes no mundo português da tatuagem

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Praticada em moldes amadorísticos, na viragem para o século XX a tatuagem começa a ser comercializada por entre meios de «[...] becos e de facadas [...]», descreve o dândi João do Rio na sua obra A Alma Encantadora das Ruas (1908, 18). Por aí, bairros pouco reputados onde as casas de tatuar tinham prostíbulos como vizinhança, se recrutava maioritariamente a sua clientela, figuras sociais associadas à boémia e à marginalidade: marinheiros, estivadores, prostitutas, reclusos, membros de gangs e máfias, a par de outro tipo de malandros (Atkinson 2003; Fisher 2002; Peixoto 1990). De estatuto social homólogo ao do seu público, eram rufiões oriundos de meios operários e populares que vendiam os seus serviços de tatuagem, prática que geralmente haviam aprendido no cárcere ou na vida militar.
Autores principais:Ferreira, Vítor Sérgio
Assunto:Tatuagem Criatividade
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Praticada em moldes amadorísticos, na viragem para o século XX a tatuagem começa a ser comercializada por entre meios de «[...] becos e de facadas [...]», descreve o dândi João do Rio na sua obra A Alma Encantadora das Ruas (1908, 18). Por aí, bairros pouco reputados onde as casas de tatuar tinham prostíbulos como vizinhança, se recrutava maioritariamente a sua clientela, figuras sociais associadas à boémia e à marginalidade: marinheiros, estivadores, prostitutas, reclusos, membros de gangs e máfias, a par de outro tipo de malandros (Atkinson 2003; Fisher 2002; Peixoto 1990). De estatuto social homólogo ao do seu público, eram rufiões oriundos de meios operários e populares que vendiam os seus serviços de tatuagem, prática que geralmente haviam aprendido no cárcere ou na vida militar.