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O Palco da Beira

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em 2019, o ciclone Idaì vem destruir 90% da cidade da Beira de Moçambique e afetar as transformações sociais e espaciais que decorriam do pós-independência. De forma drástica, foram afetadas as zonas não planificadas de caniço cuja memória não deve ser apagada, tendo em conta a crise identitária por que passa a população e depois das várias intervenções que decorreram ao longo dos anos. É pautada pela prática do traçado, cenografia urbana e a incontestável presença da Arquitetura Moderna, sobretudo emergente a partir do desenho de José Porto, para uma realidade futura especulada que nunca chegou a existir. Tal, origina a imagem informal da ocupação marginal e apropriação dos espaços características dos dias de hoje. Numa cidade com várias carências a todos os níveis, sobressai a necessidade de lugares culturais e de eventos, que dinamizem a área urbana e promovam a regeneração social e urbana. A proposta corresponde assim, a uma atitude de entendimento atual da cultura e da herança alargada à comunidade, num ambiente tropical, cujos costumes quotidianos e práticas culturais estão fortemente ligadas à ao exterior. Sustentabilidade é assim entendida não só pelas questões ambientais, mas incorporando a referenciação cultural e integração no lugar bem como a criação de um espaço autónomo e autossuficientes, que se afiguram como basilares no desempenho da proposta. O Centro é remate de um passeio urbano, com carácter multiusos, que o garante e afirma como polo de atração e apoio à comunidade, impulsionador de trocas socioculturais e criação de memórias coletivas.
Autores principais:Ribeiro, Teresa Valadas-Preto de Almeida
Assunto:Arquitetura Tropical Centro Performativo Multiusos Identidade Cultural Sustentabilidade
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em 2019, o ciclone Idaì vem destruir 90% da cidade da Beira de Moçambique e afetar as transformações sociais e espaciais que decorriam do pós-independência. De forma drástica, foram afetadas as zonas não planificadas de caniço cuja memória não deve ser apagada, tendo em conta a crise identitária por que passa a população e depois das várias intervenções que decorreram ao longo dos anos. É pautada pela prática do traçado, cenografia urbana e a incontestável presença da Arquitetura Moderna, sobretudo emergente a partir do desenho de José Porto, para uma realidade futura especulada que nunca chegou a existir. Tal, origina a imagem informal da ocupação marginal e apropriação dos espaços características dos dias de hoje. Numa cidade com várias carências a todos os níveis, sobressai a necessidade de lugares culturais e de eventos, que dinamizem a área urbana e promovam a regeneração social e urbana. A proposta corresponde assim, a uma atitude de entendimento atual da cultura e da herança alargada à comunidade, num ambiente tropical, cujos costumes quotidianos e práticas culturais estão fortemente ligadas à ao exterior. Sustentabilidade é assim entendida não só pelas questões ambientais, mas incorporando a referenciação cultural e integração no lugar bem como a criação de um espaço autónomo e autossuficientes, que se afiguram como basilares no desempenho da proposta. O Centro é remate de um passeio urbano, com carácter multiusos, que o garante e afirma como polo de atração e apoio à comunidade, impulsionador de trocas socioculturais e criação de memórias coletivas.