Publicação
Documentar o passado para construir o futuro
| Resumo: | Propõe-se neste trabalho fi nal, a reabilitação do Convento de Chelas e das dependências da Fábrica da Pólvora, onde atualmente funciona o Arquivo Geral do Exército, localizado no Vale de Chelas, em Lisboa, no qual, através da análise histórica, é possível conhecer as transformações de um edifício, os seus usos anteriores e entender os atuais. As estratégias de revitalização de edifícios antigos são cada vez mais frequentes, as quais, pela sua longa duração contribuem para a criação de palimpsestos em que se acumulam camadas de tempo, de história e memória de relações entre quem vem e quem vai. Tal como a história, a documentação gráfi ca também contribui para desvelar as marcas do passado e ajudar a fundamentar as intervenções que se planeiam hoje para o futuro. São utilizados os métodos de levantamento como a Fotogrametria Digital e o Varrimento Laser 3D Terrestre, pois estes assumem-se cada vez mais como ferramentas fundamentais nos processos de documentação e registo. Para cada levantamento arquitetónico deve existir um momento de refl exão, de questionamento e interpretação da realidade construída, de todos os seus fragmentos e as suas inter-relações, de modo a entender o objeto nas suas múltiplas escalas. A continuação do uso atual do edifício, de cariz vincadamente privado, tal como a participação dos utilizadores do mesmo no processo de trabalho são cruciais no desenvolver do projeto. Não obstante, o complexo do convento deverá assumir uma solução de compromisso que permita a sua abertura ao exterior em conjunto com o novo Corredor Verde Oriental, habitação, comércio e serviços que abraçam o Terreiro de Chelas. Propõe-se a criação de uma Cooperativa Agrícola, que suportará toda a atividade agrícola que se irá desenvolver no Vale de Chelas e ocupará os armazéns da Fábrica da Pólvora, juntamente com o museu. As decisões arquitetónicas nos espaços de maior valor patrimonial irão basear-se em conceitos de intervenção mínima; usa-se a luz como guia de utilização do complexo e como elemento principal de valorização dos espaços, onde o trabalho com o cheio e o vazio pressupõe uma relação direta entre o privado e o público, existindo menor ou maior intensidade de luz, respetivamente. Esta dicotomia garante a harmonia entre o Exército Português e o utilizador do arquivo, do parque urbano e da própria cidade de Lisboa. Em paralelo, nos espaços que sofreram mais alterações, são propostas intervenções mais vincadas, de modo a colmatar as necessidades atuais do arquivo. |
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| Autores principais: | Oliveira, Camila Franco |
| Assunto: | Convento Património industrial Processos de documentação Intervenção mínima Arquivo Convent Industrial heritage Documentation processes Minimal intervention Archive |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Propõe-se neste trabalho fi nal, a reabilitação do Convento de Chelas e das dependências da Fábrica da Pólvora, onde atualmente funciona o Arquivo Geral do Exército, localizado no Vale de Chelas, em Lisboa, no qual, através da análise histórica, é possível conhecer as transformações de um edifício, os seus usos anteriores e entender os atuais. As estratégias de revitalização de edifícios antigos são cada vez mais frequentes, as quais, pela sua longa duração contribuem para a criação de palimpsestos em que se acumulam camadas de tempo, de história e memória de relações entre quem vem e quem vai. Tal como a história, a documentação gráfi ca também contribui para desvelar as marcas do passado e ajudar a fundamentar as intervenções que se planeiam hoje para o futuro. São utilizados os métodos de levantamento como a Fotogrametria Digital e o Varrimento Laser 3D Terrestre, pois estes assumem-se cada vez mais como ferramentas fundamentais nos processos de documentação e registo. Para cada levantamento arquitetónico deve existir um momento de refl exão, de questionamento e interpretação da realidade construída, de todos os seus fragmentos e as suas inter-relações, de modo a entender o objeto nas suas múltiplas escalas. A continuação do uso atual do edifício, de cariz vincadamente privado, tal como a participação dos utilizadores do mesmo no processo de trabalho são cruciais no desenvolver do projeto. Não obstante, o complexo do convento deverá assumir uma solução de compromisso que permita a sua abertura ao exterior em conjunto com o novo Corredor Verde Oriental, habitação, comércio e serviços que abraçam o Terreiro de Chelas. Propõe-se a criação de uma Cooperativa Agrícola, que suportará toda a atividade agrícola que se irá desenvolver no Vale de Chelas e ocupará os armazéns da Fábrica da Pólvora, juntamente com o museu. As decisões arquitetónicas nos espaços de maior valor patrimonial irão basear-se em conceitos de intervenção mínima; usa-se a luz como guia de utilização do complexo e como elemento principal de valorização dos espaços, onde o trabalho com o cheio e o vazio pressupõe uma relação direta entre o privado e o público, existindo menor ou maior intensidade de luz, respetivamente. Esta dicotomia garante a harmonia entre o Exército Português e o utilizador do arquivo, do parque urbano e da própria cidade de Lisboa. Em paralelo, nos espaços que sofreram mais alterações, são propostas intervenções mais vincadas, de modo a colmatar as necessidades atuais do arquivo. |
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