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Multimorbilidade e gestão do doente complexo : um estudo de caso

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A multimorbilidade (duas ou mais condições coexistentes num indivíduo) é um desafio global crescente com efeitos substanciais sobre os indivíduos, cuidadores e a sociedade. A maioria das normas de orientação clínica, formação e prestação de cuidados de saúde concentram-se em doenças individuais, levando a cuidados por vezes inadequados e potencialmente prejudiciais. A multimorbilidade requer cuidados centrados na pessoa, priorizando o que é mais importante para o indivíduo e para os seus cuidadores, garantindo que o atendimento é coordenado de forma eficaz e com o mínimo de interrupções, alinhando-se com os valores do paciente. A necessidade de orientar doentes com multimorbilidade é um dos desafios da medicina geral e familiar. As limitações funcionais consequentes da diabetes mellitus tipo 2 e de outras doenças crónicas exigem uma boa articulação de cuidados. O médico de família, que melhor enquadra o contexto biopsicossocial do doente, deve assumir um papel primordial nesta integração. Relata-se o caso de um homem de 45 anos, com antecedentes de talassémia minor, asma persistente leve, esteatose hepática não alcoólica, diabetes mellitus tipo 2 com complicações microvasculares nomeadamente neuropatia, nefropatia e retinopatia, hipertensão arterial e dislipidémia. Apresentam-se os contributos para um plano individual e integrado de cuidados. Com o presente caso, salienta-se a importância da implementação de um modelo de cuidados centrado na pessoa, integrando toda a constelação da sua multimorbilidade.
Autores principais:Carvalho, Leonor Abel Jesus
Assunto:Complexidade Medicina geral e familiar Multimorbilidade Plano individual e integrado de cuidados
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A multimorbilidade (duas ou mais condições coexistentes num indivíduo) é um desafio global crescente com efeitos substanciais sobre os indivíduos, cuidadores e a sociedade. A maioria das normas de orientação clínica, formação e prestação de cuidados de saúde concentram-se em doenças individuais, levando a cuidados por vezes inadequados e potencialmente prejudiciais. A multimorbilidade requer cuidados centrados na pessoa, priorizando o que é mais importante para o indivíduo e para os seus cuidadores, garantindo que o atendimento é coordenado de forma eficaz e com o mínimo de interrupções, alinhando-se com os valores do paciente. A necessidade de orientar doentes com multimorbilidade é um dos desafios da medicina geral e familiar. As limitações funcionais consequentes da diabetes mellitus tipo 2 e de outras doenças crónicas exigem uma boa articulação de cuidados. O médico de família, que melhor enquadra o contexto biopsicossocial do doente, deve assumir um papel primordial nesta integração. Relata-se o caso de um homem de 45 anos, com antecedentes de talassémia minor, asma persistente leve, esteatose hepática não alcoólica, diabetes mellitus tipo 2 com complicações microvasculares nomeadamente neuropatia, nefropatia e retinopatia, hipertensão arterial e dislipidémia. Apresentam-se os contributos para um plano individual e integrado de cuidados. Com o presente caso, salienta-se a importância da implementação de um modelo de cuidados centrado na pessoa, integrando toda a constelação da sua multimorbilidade.