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Optimização da capacidade de produção de bacteriocinas por bactérias do ácido láctico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nestes últimos anos tem-se observado uma maior preocupação por temas como o bem-estar físico e a sustentabilidade ambiental, verificando-se uma maior procura, por parte da sociedade, de produtos mais “naturais” e alternativas mais sustentáveis, nos quais se encaixam as bacteriocinas. São moléculas versáteis de origem natural e ação direcionada, que dão cada vez mais provas de serem a resposta para os desafios críticos da sociedade, desde a segurança e conservação dos alimentos até aos cuidados de saúde e à sustentabilidade ambiental. Neste estudo foram expostas a vários fatores nutricionais (meio de cultura) e ambientais (temperatura e pH) 8 estirpes de Lactiplantibacillus (L. plantarum, L.sakei e L.curvatus) no intuito de provocar uma situação de stress metabólico e assim produzirem bacteriocinas. Inicialmente foi feita a pesquisa de genes produtores de bacteriocinas, por PCR. Todas as estirpes de L. plantarum mostraram ter vários genes produtores, enquanto as estirpes de L. sakei não acusaram a presença de nenhum dos genes estudados. Os Testes de Sensibilidade a Antimicrobianos realizados revelaram algumas resistências à Tetraciclina e Penicilina que determinam que estas estirpes serão potencialmente não seguras. Em condições de crescimento de não stress, todas as estirpes revelaram ter um poder inibitório não associado a bacteriocinas e após o crescimento em meios de cultura modificados, continuou-se a não verificar uma capacidade de inibição proveniente das bacteriocinas. Assim neste trabalho não foi possível induzir a produção de bacteriocinas em função das condições testadas. No futuro seria interessante explorar outras vias de suplementação, como a triptona, ou a criação de um ambiente competitivo in vitro pondo estas estirpes a incubar juntamente com estirpes patogénicas.
Autores principais:Silva, Marlene Ferreira da
Assunto:Bacteriocinas Stress metabólico L. plantarum L. sakei L. curvatus Teses de mestrado - 2024
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Nestes últimos anos tem-se observado uma maior preocupação por temas como o bem-estar físico e a sustentabilidade ambiental, verificando-se uma maior procura, por parte da sociedade, de produtos mais “naturais” e alternativas mais sustentáveis, nos quais se encaixam as bacteriocinas. São moléculas versáteis de origem natural e ação direcionada, que dão cada vez mais provas de serem a resposta para os desafios críticos da sociedade, desde a segurança e conservação dos alimentos até aos cuidados de saúde e à sustentabilidade ambiental. Neste estudo foram expostas a vários fatores nutricionais (meio de cultura) e ambientais (temperatura e pH) 8 estirpes de Lactiplantibacillus (L. plantarum, L.sakei e L.curvatus) no intuito de provocar uma situação de stress metabólico e assim produzirem bacteriocinas. Inicialmente foi feita a pesquisa de genes produtores de bacteriocinas, por PCR. Todas as estirpes de L. plantarum mostraram ter vários genes produtores, enquanto as estirpes de L. sakei não acusaram a presença de nenhum dos genes estudados. Os Testes de Sensibilidade a Antimicrobianos realizados revelaram algumas resistências à Tetraciclina e Penicilina que determinam que estas estirpes serão potencialmente não seguras. Em condições de crescimento de não stress, todas as estirpes revelaram ter um poder inibitório não associado a bacteriocinas e após o crescimento em meios de cultura modificados, continuou-se a não verificar uma capacidade de inibição proveniente das bacteriocinas. Assim neste trabalho não foi possível induzir a produção de bacteriocinas em função das condições testadas. No futuro seria interessante explorar outras vias de suplementação, como a triptona, ou a criação de um ambiente competitivo in vitro pondo estas estirpes a incubar juntamente com estirpes patogénicas.