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Rastreio de parasitas gastrointestinais e pulmonares em canídeos e felídeos da Região Autónoma dos Açores, ilhas de São Miguel e Terceira

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As parasitoses podem afetar gravemente a saúde e bem-estar animais, tornando-se cada vez mais relevantes, pelo caráter zoonótico que apresentam, podendo constituir também um perigo para a saúde pública. A presente dissertação teve como principal objetivo determinar a prevalência de parasitas gastrointestinais e pulmonares predominantes em canídeos e felídeos pertencentes à Região Autónoma dos Açores. Para este efeito, foi efetuado um estudo parasitológico que incluiu a colheita de amostras fecais a 205 canídeos e a 115 felídeos, nas ilhas de São Miguel e Terceira, recorrendo às técnicas de flutuação de Willis e Baermann modificado, para posterior análise das mesmas. A prevalência global de parasitismo gastrointestinal em canídeos foi de 53%, em que os resultados obtidos, para cada parasita, foram os seguintes: Ancylostomatidae (42,44%), Trichuris vulpis (17,56%), Toxocara canis (12,68%) e Cystoisospora spp. (4,39%). A prevalência global de parasitismo gastrointestinal em felídeos foi também de 53%, onde cada parasita registou as seguintes prevalências: Toxocara cati (31,3%) Ancylostomatidae (30,43%), Cystoisospora spp. (14,78%) e Trichuris sp. (0,87%), A prevalência de parasitismo pulmonar foi de 0,49% nos canídeos e 20,87%, nos felídeos, tendo sido detetadas as espécies Angiostrongylus vasorum e Aelurostrongylus abstrusus, em cães e gatos, respetivamente. O presente rastreio obteve prevalências elevadas de infeção gastrointestinal, tanto em canídeos como felídeos, provavelmente por as amostras serem provenientes, maioritariamente, de canis e gatis, e pelo facto de o arquipélago dos Açores reunir as condições climáticas ideais ao desenvolvimento dos parasitas. A prevalência de aelurostrongilose na região é também considerável (20,87%), pelo que não deve ser descuidada, e deve constar na lista de diagnósticos diferenciais que causam patologia do foro respiratório, nos felídeos do arquipélago dos Açores.
Autores principais:Teixeira, Romana Paula Carreiro
Assunto:Açores Cão Gato Parasitas Gastrointestinais Pulmonares Azores Dog Cat Parasites Gastrointestinal Pulmonary
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As parasitoses podem afetar gravemente a saúde e bem-estar animais, tornando-se cada vez mais relevantes, pelo caráter zoonótico que apresentam, podendo constituir também um perigo para a saúde pública. A presente dissertação teve como principal objetivo determinar a prevalência de parasitas gastrointestinais e pulmonares predominantes em canídeos e felídeos pertencentes à Região Autónoma dos Açores. Para este efeito, foi efetuado um estudo parasitológico que incluiu a colheita de amostras fecais a 205 canídeos e a 115 felídeos, nas ilhas de São Miguel e Terceira, recorrendo às técnicas de flutuação de Willis e Baermann modificado, para posterior análise das mesmas. A prevalência global de parasitismo gastrointestinal em canídeos foi de 53%, em que os resultados obtidos, para cada parasita, foram os seguintes: Ancylostomatidae (42,44%), Trichuris vulpis (17,56%), Toxocara canis (12,68%) e Cystoisospora spp. (4,39%). A prevalência global de parasitismo gastrointestinal em felídeos foi também de 53%, onde cada parasita registou as seguintes prevalências: Toxocara cati (31,3%) Ancylostomatidae (30,43%), Cystoisospora spp. (14,78%) e Trichuris sp. (0,87%), A prevalência de parasitismo pulmonar foi de 0,49% nos canídeos e 20,87%, nos felídeos, tendo sido detetadas as espécies Angiostrongylus vasorum e Aelurostrongylus abstrusus, em cães e gatos, respetivamente. O presente rastreio obteve prevalências elevadas de infeção gastrointestinal, tanto em canídeos como felídeos, provavelmente por as amostras serem provenientes, maioritariamente, de canis e gatis, e pelo facto de o arquipélago dos Açores reunir as condições climáticas ideais ao desenvolvimento dos parasitas. A prevalência de aelurostrongilose na região é também considerável (20,87%), pelo que não deve ser descuidada, e deve constar na lista de diagnósticos diferenciais que causam patologia do foro respiratório, nos felídeos do arquipélago dos Açores.