Publicação
Investigation of tocophersolan (TPGS): Pluronic F127 mixed micellar thermosensitive systems and its nasal applicability
| Resumo: | Cerca de 24 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de esquizofrenia, sendo a doença de saúde mental com mais custos por pessoa globalmente. Os tratamentos para a esquizofrenia congelaram no tempo, por isso, neste projeto foi desenvolvida uma nova tecnologia de formulação da risperidona pela administração nasal, pois tem a vantagem de melhorar a biodisponibilidade do medicamento e reduzir os efeitos adversos a ele associados. A risperidona tem a desvantagem de ser insolúvel em água, assim desenvolveu-se uma formulação que contém TPGS e Pluronic F127 como constituintes de micelas poliméricas termossensíveis. Estas são nanotransportadores que protegem o fármaco hidrofóbico no seu núcleo hidrofóbico, aumentando a solubilização devido à sua camada externa hidrofílica. Para além disso, libertam o fármaco a uma temperatura específica. Para avaliar a viabilidade da formulação determinou-se o valor de 29ºC como o LCST das micelas sem o fármaco, resultado positivo, uma vez que se encontra acima da temperatura ambiente e abaixo da temperatura da cavidade nasal. A risperidona não alterou a estabilidade das micelas, pois o LCST foi o mesmo. A caracterização da mistura das micelas com a risperidona revelou resultados favoráveis, sendo que o tamanho e a distribuição das mesmas cumpriram com os valores de referência. A estabilidade da formulação foi testada em diferentes pH e viscosidade crescente, demonstrando-se que estes parâmetros não a afetam. Os estudos de diluição demonstraram que o valor da LCST aumentou a partir de diluições de 25 vezes, mas os resultados são aceitáveis dado que a cavidade nasal suporta diluições entre 15 a 20 vezes. O soro fisiológico é um excipiente adequado para formulações nasais em concentrações abaixo de 2M, pois, em concentrações mais altas, compromete a estabilidade devido ao aumento da LCST, como demonstrado nos testes de força iónica. Os estudos de mucoadesão revelaram-se positivos uma vez que a adesão à mucosa nasal foi forte, mas não o suficiente para ser permanente, o que favorece a libertação eficaz do fármaco neste local. Estudos in vitro de libertação e permeabilidade da risperidona demonstraram um perfil melhorado da eficácia da risperidona quando encapsulada nas micelas. A formulação apresenta uma possível opção de tratamento para a esquizofrenia. |
|---|---|
| Autores principais: | Livramento, Maria Inês Francisco |
| Assunto: | Schizophrenia Risperidone Polymeric micelle Thermosensitive Nasal administration Mestrado Integrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Cerca de 24 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de esquizofrenia, sendo a doença de saúde mental com mais custos por pessoa globalmente. Os tratamentos para a esquizofrenia congelaram no tempo, por isso, neste projeto foi desenvolvida uma nova tecnologia de formulação da risperidona pela administração nasal, pois tem a vantagem de melhorar a biodisponibilidade do medicamento e reduzir os efeitos adversos a ele associados. A risperidona tem a desvantagem de ser insolúvel em água, assim desenvolveu-se uma formulação que contém TPGS e Pluronic F127 como constituintes de micelas poliméricas termossensíveis. Estas são nanotransportadores que protegem o fármaco hidrofóbico no seu núcleo hidrofóbico, aumentando a solubilização devido à sua camada externa hidrofílica. Para além disso, libertam o fármaco a uma temperatura específica. Para avaliar a viabilidade da formulação determinou-se o valor de 29ºC como o LCST das micelas sem o fármaco, resultado positivo, uma vez que se encontra acima da temperatura ambiente e abaixo da temperatura da cavidade nasal. A risperidona não alterou a estabilidade das micelas, pois o LCST foi o mesmo. A caracterização da mistura das micelas com a risperidona revelou resultados favoráveis, sendo que o tamanho e a distribuição das mesmas cumpriram com os valores de referência. A estabilidade da formulação foi testada em diferentes pH e viscosidade crescente, demonstrando-se que estes parâmetros não a afetam. Os estudos de diluição demonstraram que o valor da LCST aumentou a partir de diluições de 25 vezes, mas os resultados são aceitáveis dado que a cavidade nasal suporta diluições entre 15 a 20 vezes. O soro fisiológico é um excipiente adequado para formulações nasais em concentrações abaixo de 2M, pois, em concentrações mais altas, compromete a estabilidade devido ao aumento da LCST, como demonstrado nos testes de força iónica. Os estudos de mucoadesão revelaram-se positivos uma vez que a adesão à mucosa nasal foi forte, mas não o suficiente para ser permanente, o que favorece a libertação eficaz do fármaco neste local. Estudos in vitro de libertação e permeabilidade da risperidona demonstraram um perfil melhorado da eficácia da risperidona quando encapsulada nas micelas. A formulação apresenta uma possível opção de tratamento para a esquizofrenia. |
|---|