Publicação
Desenvolvimento de uma metodologia de avaliação de risco costeiro face aos cenários de alterações climáticas: aplicação ao Estuário do Tejo e à Ria de Aveiro
| Resumo: | Actualmente, não parecem existir dúvidas sobre o aumento do nível médio do mar, provocado pelo aquecimento global do nosso planeta tendo como consequências o degelo de importantes glaciares e o aumento da temperatura dos oceanos. A questão será determinar a escala deste aumento e os impactos dele decorrentes. Segundo as projecções avançadas nesta dissertação, o impacto em Portugal será grande, pois, à semelhança do que acontece no resto da Europa, a maioria da população e as actividades económicas encontram-se em zonas costeiras. Esta dissertação procura dar um contributo cientifico para a avaliação do risco em zonas costeiras face aos cenários de sobreelevação de maré resultantes das alterações climáticas em curso. A metodologia desenvolvida é aplicada às regiões do Estuário do Tejo e Ria de Aveiro, com elevada ocupação urbana, actividades económicas e um elevado valor ecológico, devido às suas características únicas de sistemas estuarinos. O estudo é desenvolvido em várias fases, sendo que numa primeira fase são gerados os cenários de inundação para dois horizontes temporais (2050 e 2100) para as áreas em estudo, baseados nas incertezas dos parâmetros utilizados. A vulnerabilidade costeira é então determinada a partir da adaptação do índice de vulnerabilidade costeira (CVI - Coastal Vulnerability Index) que caracteriza a vulnerabilidade de acordo com as características físicas do local. Uma vez espacializado este índice, através da integração de toda a informação num Sistema de Informação Geográfica (SIG), é produzida a cartografia de vulnerabilidade que serve para o cálculo do risco de cada zona, o qual resulta da combinação do potencial dano e da exposição de uma região. Os produtos finais deste estudo são um conjunto de elementos cartográficos: mapas de inundação, vulnerabilidade física e risco, produzidos para cada cenário de inundação proposto. Estes produtos identificam os principais pontos críticos das regiões, fornecendo assim informação sobre o número total de habitantes potencialmente afectados e as principais estruturas em perigo. De acordo com as projecções avançadas, o Estuário do Tejo tem para o cenário de 2050 com o setup do vento e ondas um total de área inundável de 425.5 km2, sendo que 62.3 % da sua área está classificada com uma probabilidade muito elevada de ser inundada (classe 5). Para o cenário mais gravoso existe uma probabilidade muito elevada de serem inundados cerca de 472.8 km2. A Ria de Aveiro apresenta um total estimado de 145.5 km2 de área com elevada probabilidade de inundação em situação extrema, que corresponde a 71.2 % da área com susceptibilidade de inundação. Para 2100 esta área aumenta e passa a existir cerca de 75% de zonas classificadas como muito provável de inundar. |
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| Autores principais: | Costa, Mariana de Sousa |
| Assunto: | Risco de inundação Vulnerabilidade física Vulnerabilidade socio-económica Subida do nível médio do mar Sistemas de Informação Geográfica Estuários Teses de mestrado - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Actualmente, não parecem existir dúvidas sobre o aumento do nível médio do mar, provocado pelo aquecimento global do nosso planeta tendo como consequências o degelo de importantes glaciares e o aumento da temperatura dos oceanos. A questão será determinar a escala deste aumento e os impactos dele decorrentes. Segundo as projecções avançadas nesta dissertação, o impacto em Portugal será grande, pois, à semelhança do que acontece no resto da Europa, a maioria da população e as actividades económicas encontram-se em zonas costeiras. Esta dissertação procura dar um contributo cientifico para a avaliação do risco em zonas costeiras face aos cenários de sobreelevação de maré resultantes das alterações climáticas em curso. A metodologia desenvolvida é aplicada às regiões do Estuário do Tejo e Ria de Aveiro, com elevada ocupação urbana, actividades económicas e um elevado valor ecológico, devido às suas características únicas de sistemas estuarinos. O estudo é desenvolvido em várias fases, sendo que numa primeira fase são gerados os cenários de inundação para dois horizontes temporais (2050 e 2100) para as áreas em estudo, baseados nas incertezas dos parâmetros utilizados. A vulnerabilidade costeira é então determinada a partir da adaptação do índice de vulnerabilidade costeira (CVI - Coastal Vulnerability Index) que caracteriza a vulnerabilidade de acordo com as características físicas do local. Uma vez espacializado este índice, através da integração de toda a informação num Sistema de Informação Geográfica (SIG), é produzida a cartografia de vulnerabilidade que serve para o cálculo do risco de cada zona, o qual resulta da combinação do potencial dano e da exposição de uma região. Os produtos finais deste estudo são um conjunto de elementos cartográficos: mapas de inundação, vulnerabilidade física e risco, produzidos para cada cenário de inundação proposto. Estes produtos identificam os principais pontos críticos das regiões, fornecendo assim informação sobre o número total de habitantes potencialmente afectados e as principais estruturas em perigo. De acordo com as projecções avançadas, o Estuário do Tejo tem para o cenário de 2050 com o setup do vento e ondas um total de área inundável de 425.5 km2, sendo que 62.3 % da sua área está classificada com uma probabilidade muito elevada de ser inundada (classe 5). Para o cenário mais gravoso existe uma probabilidade muito elevada de serem inundados cerca de 472.8 km2. A Ria de Aveiro apresenta um total estimado de 145.5 km2 de área com elevada probabilidade de inundação em situação extrema, que corresponde a 71.2 % da área com susceptibilidade de inundação. Para 2100 esta área aumenta e passa a existir cerca de 75% de zonas classificadas como muito provável de inundar. |
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