Publicação

Coordenação interpessoal em voleibol : relações entre o distribuidor, o atacante central e o blocador adversário.

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O presente estudo teve como principal objetivo a análise da coordenação estabelecida pela tríade distribuidor-atacante central-blocador central no desenvolvimento do ataque em Complexo I e de que modo estas relações explicam o sucesso ou insucesso do ataque em Voleibol. Métodos: Foram analisados 58 jogadas de ataque (30 de sucesso e 28 de insucesso) em Complexo 1, retiradas de dois jogos disputados entre três equipas que atingiram a fase final da 1.ª divisão de seniores masculinos, do campeonato nacional na época de 2012/2013. Esta análise foi efetuada através do software TACTO (Tool for Applied and Contextual Time-series Observation), envolvendo a captura de imagens (duas câmaras vídeo), a digitalização, a reconstrução a três dimensões dos deslocamentos dos jogadores e da bola, e o desenvolvimento de algoritmos em ambiente de programação interativo (MATLAB ®). Resultados: Os principais resultados mostraram que o método usado na captura e reconstrução tridimensional do espaço de jogo de Voleibol, apresenta um erro de medição aceitável e satisfatório para o fenómeno em estudo, uma vez que rondou valores inferiores a ¼ do diâmetro da bola de jogo. Também a fiabilidade dos dados obtidos foi escrutinada e os resultados conseguidos atestam a consistência interna das digitalizações efetuadas. Não encontrámos associações estatísticas na coordenação intra-equipa, entre as condições de sucesso e insucesso nas variáveis características da receção, da distribuição e do ataque, consubstanciada pela díade distribuidor-atacante central. As variáveis relativas à coordenação inter-equipa, manifestas na tríade distribuidor-atacante central-blocador central medida através do posicionamento relativo destes jogadores na fase de distribuição e de ataque, expressa por distâncias e ângulos do blocador para com o distribuidor e o atacante, bem como o alinhamento entre blocador e atacante na instante do contacto na bola, também não se mostraram preditoras da performance por parte do atacante. Conclusões: Os métodos e procedimentos utilizados no presente estudo mostraram-se válidos e fiáveis na análise da coordenação interpessoal no Voleibol. Contudo, a coordenação entre distribuidor, atacante central e blocador adversário não se revelou um fator discriminatório das ações de sucesso estudadas.
Autores principais:Infante, Jorge Manuel Castanheira
Assunto:Análise do jogo Atacante central Blocador Complexo I Dinâmica funcional Distribuidor Sucesso Voleibol Blocker Functional dynamic Middle hitter Performance analyses Setter Volleyball
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O presente estudo teve como principal objetivo a análise da coordenação estabelecida pela tríade distribuidor-atacante central-blocador central no desenvolvimento do ataque em Complexo I e de que modo estas relações explicam o sucesso ou insucesso do ataque em Voleibol. Métodos: Foram analisados 58 jogadas de ataque (30 de sucesso e 28 de insucesso) em Complexo 1, retiradas de dois jogos disputados entre três equipas que atingiram a fase final da 1.ª divisão de seniores masculinos, do campeonato nacional na época de 2012/2013. Esta análise foi efetuada através do software TACTO (Tool for Applied and Contextual Time-series Observation), envolvendo a captura de imagens (duas câmaras vídeo), a digitalização, a reconstrução a três dimensões dos deslocamentos dos jogadores e da bola, e o desenvolvimento de algoritmos em ambiente de programação interativo (MATLAB ®). Resultados: Os principais resultados mostraram que o método usado na captura e reconstrução tridimensional do espaço de jogo de Voleibol, apresenta um erro de medição aceitável e satisfatório para o fenómeno em estudo, uma vez que rondou valores inferiores a ¼ do diâmetro da bola de jogo. Também a fiabilidade dos dados obtidos foi escrutinada e os resultados conseguidos atestam a consistência interna das digitalizações efetuadas. Não encontrámos associações estatísticas na coordenação intra-equipa, entre as condições de sucesso e insucesso nas variáveis características da receção, da distribuição e do ataque, consubstanciada pela díade distribuidor-atacante central. As variáveis relativas à coordenação inter-equipa, manifestas na tríade distribuidor-atacante central-blocador central medida através do posicionamento relativo destes jogadores na fase de distribuição e de ataque, expressa por distâncias e ângulos do blocador para com o distribuidor e o atacante, bem como o alinhamento entre blocador e atacante na instante do contacto na bola, também não se mostraram preditoras da performance por parte do atacante. Conclusões: Os métodos e procedimentos utilizados no presente estudo mostraram-se válidos e fiáveis na análise da coordenação interpessoal no Voleibol. Contudo, a coordenação entre distribuidor, atacante central e blocador adversário não se revelou um fator discriminatório das ações de sucesso estudadas.