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Referenciação de recém-nascidos para hipotermia induzida : o que pode melhorar?

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Resumo:Introdução: Em recém-nascidos (RN) de termo com encefalopatia hipóxico-isquémica (EHI) moderada a grave a hipotermia terapêutica é uma técnica neuroprotectora segura e eficaz, com redução do risco de morte ou sequelas neurológicas. Os RN com EHI ligeira não têm indicação para hipotermia, considerando os riscos do tratamento e o prognóstico favorável. Objectivo: Avaliar os RN referenciados para hipotermia induzida, comparando as características e factores de risco entre os tratados e os não tratados, assim como analisar as razões que levaram a exclusão para hipotermia. Métodos: Comparou-se 102 RN tratados, sendo os dados recolhidos de forma prospectiva, com 29 RN não tratados com recolha através da consulta de processos clínicos. A análise estatística foi realizada através dos testes t de amostras independentes e teste ANOVA com e sem post-hoc. Resultados: No grupo tratado verificou-se maior frequência de parto distócico, patologia durante a gravidez, evento sentinela, utilização de compressões torácicas, reanimação prolongada, e convulsões. Observou-se também alterações mais graves no score de Thompson, Apgar (IA) aos 10 minutos, pH, défice de bases, e aEEG. No grupo não tratado verificou-se que o critério predominante para não realizar hipotermia era o não cumprimento dos critérios de inclusão conjuntamente com aEEG e exame neurológico normais. Conclusões: Uma percentagem elevada dos RN referenciados não tem indicação para tratamento (29/131). A vigilância clínica, apoiada pelo uso de escalas clínicas como a de Thompson e o reconhecimento de padrões normais do aEEG, evitaria referenciações desnecessárias para hipotermia. A presença de scores de Thompson elevados, IA baixos aos 10 minutos, a necessidade de compressões torácicas e de reanimação prolongada, assim como a ocorrência de convulsões poderão ser factores preditivos de encefalopatia moderada a grave e da necessidade de hipotermia. O Trabalho Final exprime a opinião do autor e não da FML.
Autores principais:Rebelo, Maria de Meneses da Silva
Assunto:Hipotermia induzida Encefalopatia hipóxico-isquémica Recém-nascido Pediatria
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: Em recém-nascidos (RN) de termo com encefalopatia hipóxico-isquémica (EHI) moderada a grave a hipotermia terapêutica é uma técnica neuroprotectora segura e eficaz, com redução do risco de morte ou sequelas neurológicas. Os RN com EHI ligeira não têm indicação para hipotermia, considerando os riscos do tratamento e o prognóstico favorável. Objectivo: Avaliar os RN referenciados para hipotermia induzida, comparando as características e factores de risco entre os tratados e os não tratados, assim como analisar as razões que levaram a exclusão para hipotermia. Métodos: Comparou-se 102 RN tratados, sendo os dados recolhidos de forma prospectiva, com 29 RN não tratados com recolha através da consulta de processos clínicos. A análise estatística foi realizada através dos testes t de amostras independentes e teste ANOVA com e sem post-hoc. Resultados: No grupo tratado verificou-se maior frequência de parto distócico, patologia durante a gravidez, evento sentinela, utilização de compressões torácicas, reanimação prolongada, e convulsões. Observou-se também alterações mais graves no score de Thompson, Apgar (IA) aos 10 minutos, pH, défice de bases, e aEEG. No grupo não tratado verificou-se que o critério predominante para não realizar hipotermia era o não cumprimento dos critérios de inclusão conjuntamente com aEEG e exame neurológico normais. Conclusões: Uma percentagem elevada dos RN referenciados não tem indicação para tratamento (29/131). A vigilância clínica, apoiada pelo uso de escalas clínicas como a de Thompson e o reconhecimento de padrões normais do aEEG, evitaria referenciações desnecessárias para hipotermia. A presença de scores de Thompson elevados, IA baixos aos 10 minutos, a necessidade de compressões torácicas e de reanimação prolongada, assim como a ocorrência de convulsões poderão ser factores preditivos de encefalopatia moderada a grave e da necessidade de hipotermia. O Trabalho Final exprime a opinião do autor e não da FML.