Publicação
Conteúdo de informação e complexidade de uma economia
| Resumo: | Em trabalho anterior (Amaral, 1989) introduzimos o conceito de quantidade de informação contida numa economia. Este· conceito relaciona-se com o maior ou menor número de iterações (trocas de informação) que seria necessário realizar numa dada economia para se planear uma situação próxima do equilíbrio (vg. nota, P.1). Maior número de trocas de informação corresponde a mais informação contida na economia. Considerámos então que uma forma de medir a quantidade de informação de uma tecnologia A de uma economia de n sectores - em que A é a matriz dos coeficientes técnicos de produção ·- seria considerar o valor ƛ (A) que designa o maior valor próprio de A. Com efeito, com uma tecnologia B ≥ A, (vg. nota, P.1) para um certo número n de iterações (rounds de trocas de informação) está-se mais longe do equilíbrio quando a tecnologia é B do que quando a tecnologia é A. Por outro lado, se B ≥ A então ƛ (B) ≥ ƛ (A) e, portanto, um maior valor próprio corresponde a uma situação em que seria necessária mais informação para nos aproximarmos do equilíbrio. Daí o termos escolhido ƛ (A) como medida da quantidade de informação contida em A. Pode agora admitir-se que a quantidade de informação de A estará ligada à sua maior ou menor complexidade, ou seja, à existência ou não de intensas relações entre os sectores. Efectivamente isso parece resultar do que foi dito acima. Uma tecnologia B tal que B ≥ A é sem dúvida mais complexa que a tecnologia A uma vez que tem coeficientes técnicos superiores (quando muito iguais) aos de A. Portanto, se B tem mais informação do que A é porque B é mais complexa que A. Esta conclusão, aparentemente razoável, não passa, contudo por um teste mais rigoroso. É o que vamos ver na secção seguinte em que se demonstra que a quantidade de informação não esta necessariamente relacionada com a complexidade, se esta for entendida como intensidade das relações entre sectores. |
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| Autores principais: | Amaral, João Ferreira do |
| Assunto: | Análise económica Tecnologia Informação Modelos matemáticos |
| Ano: | 1991 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | working paper |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Em trabalho anterior (Amaral, 1989) introduzimos o conceito de quantidade de informação contida numa economia. Este· conceito relaciona-se com o maior ou menor número de iterações (trocas de informação) que seria necessário realizar numa dada economia para se planear uma situação próxima do equilíbrio (vg. nota, P.1). Maior número de trocas de informação corresponde a mais informação contida na economia. Considerámos então que uma forma de medir a quantidade de informação de uma tecnologia A de uma economia de n sectores - em que A é a matriz dos coeficientes técnicos de produção ·- seria considerar o valor ƛ (A) que designa o maior valor próprio de A. Com efeito, com uma tecnologia B ≥ A, (vg. nota, P.1) para um certo número n de iterações (rounds de trocas de informação) está-se mais longe do equilíbrio quando a tecnologia é B do que quando a tecnologia é A. Por outro lado, se B ≥ A então ƛ (B) ≥ ƛ (A) e, portanto, um maior valor próprio corresponde a uma situação em que seria necessária mais informação para nos aproximarmos do equilíbrio. Daí o termos escolhido ƛ (A) como medida da quantidade de informação contida em A. Pode agora admitir-se que a quantidade de informação de A estará ligada à sua maior ou menor complexidade, ou seja, à existência ou não de intensas relações entre os sectores. Efectivamente isso parece resultar do que foi dito acima. Uma tecnologia B tal que B ≥ A é sem dúvida mais complexa que a tecnologia A uma vez que tem coeficientes técnicos superiores (quando muito iguais) aos de A. Portanto, se B tem mais informação do que A é porque B é mais complexa que A. Esta conclusão, aparentemente razoável, não passa, contudo por um teste mais rigoroso. É o que vamos ver na secção seguinte em que se demonstra que a quantidade de informação não esta necessariamente relacionada com a complexidade, se esta for entendida como intensidade das relações entre sectores. |
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