Publicação
Estado de mal não convulsivo persistente
| Resumo: | Introdução: Uma percentagem importante dos doentes com EMNC permanece em EM por períodos prolongados, (estado de mal epilético não convulsivo persistente – EMNCP) apesar da instituição de regimes de antiepiléticos apropriados, em doses adequadas. Não existem dados sobre as características clínicas deste tipo de EMNC na literatura. Este trabalho tem como objetivos descrever as características demográficas e clínicas, o prognóstico funcional de uma série de doentes com EMNCP. Como objetivo secundário pretendiam-se encontrar variáveis associadas ao pior prognóstico funcional. Métodos: Estudo retrospetivo realizado no serviço de Neurologia de um hospital universitário (HSM, CHLN) diagnóstico de EMNC em todos os doentes com alterações da consciência ou comportamento associados a critérios neurofisiológicos de EM. Definiu-se EMNCP como o EMNC com persistência de atividade epilética por pelo menos 24h após o início de 3 fármacos antiepiléticos apropriados. Para a identificação da população desde estudo foi realizada uma pesquisa na base de dados de EEGs realizados no Laboratório de EEG do Hospital de Santa Maria, entre 01/01/2010 e 31/12/2015; os dados clínicos foram obtidos através da consulta dos processos clínicos. Foi feita uma entrevista telefónica para avaliação do prognóstico atual. Resultados: dos 110 doentes selecionados pelo resultado do EEG, 32 doentes apresentavam critérios de EMNCP. Na alta, 68,8% destes doentes tinham mRs4. Na avaliação atual, 50% dos doentes teve mRs=6 e 73,1% mRs4. Surge em etiologias variadas e pode ser uma complicação de epilepsias habitualmente bem controladas. Surge também frequentemente em doentes sem causa identificada, sugerindo uma etiologia imunológica. O recurso a sedação e a maior duração do EMNCP associam-se a maior dependência ou morte. Conclusão: Este estudo sugere que o EMNCP é uma patologia com uma importante morbilidade. Estudos futuros devem avaliar qual é a melhor abordagem terapêutica nestes doentes. |
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| Autores principais: | Nunes, Miguel Duarte Fernandes |
| Assunto: | Estado de mal epilético Estado de mal super refratário Estado de mal não convulsivo Nurologia |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Uma percentagem importante dos doentes com EMNC permanece em EM por períodos prolongados, (estado de mal epilético não convulsivo persistente – EMNCP) apesar da instituição de regimes de antiepiléticos apropriados, em doses adequadas. Não existem dados sobre as características clínicas deste tipo de EMNC na literatura. Este trabalho tem como objetivos descrever as características demográficas e clínicas, o prognóstico funcional de uma série de doentes com EMNCP. Como objetivo secundário pretendiam-se encontrar variáveis associadas ao pior prognóstico funcional. Métodos: Estudo retrospetivo realizado no serviço de Neurologia de um hospital universitário (HSM, CHLN) diagnóstico de EMNC em todos os doentes com alterações da consciência ou comportamento associados a critérios neurofisiológicos de EM. Definiu-se EMNCP como o EMNC com persistência de atividade epilética por pelo menos 24h após o início de 3 fármacos antiepiléticos apropriados. Para a identificação da população desde estudo foi realizada uma pesquisa na base de dados de EEGs realizados no Laboratório de EEG do Hospital de Santa Maria, entre 01/01/2010 e 31/12/2015; os dados clínicos foram obtidos através da consulta dos processos clínicos. Foi feita uma entrevista telefónica para avaliação do prognóstico atual. Resultados: dos 110 doentes selecionados pelo resultado do EEG, 32 doentes apresentavam critérios de EMNCP. Na alta, 68,8% destes doentes tinham mRs4. Na avaliação atual, 50% dos doentes teve mRs=6 e 73,1% mRs4. Surge em etiologias variadas e pode ser uma complicação de epilepsias habitualmente bem controladas. Surge também frequentemente em doentes sem causa identificada, sugerindo uma etiologia imunológica. O recurso a sedação e a maior duração do EMNCP associam-se a maior dependência ou morte. Conclusão: Este estudo sugere que o EMNCP é uma patologia com uma importante morbilidade. Estudos futuros devem avaliar qual é a melhor abordagem terapêutica nestes doentes. |
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