Publicação
Targeting the energy metabolism of Mycobacterium tuberculosis : A multitarget approach
| Resumo: | A tuberculose é uma doença infeciosa causada por Mycobacterium tuberculosis (Mtb) que, apesar de muito antiga, ainda é nos dias de hoje a doença infeciosa mais mortal a nível mundial. Estima-se que cerca de um quarto da população esteja infetada, embora a maioria das pessoas não apresente qualquer sintoma e apenas 5 a 15 % desenvolverá a forma ativa da doença. A doença é transmissível e a contaminação ocorre quando são inaladas pequenas partículas provenientes de uma pessoa infetada, emitidas enquanto esta fala ou tosse, por exemplo. Ao entrar no organismo, o Mtb passa por uma primeira linha de defesa, atinge os pulmões, onde se forma o granuloma. Se o sistema imunitário estiver equilibrado e conseguir conter a micobactéria, desenvolve-se uma infeção latente, que mais tarde, em caso de a imunidade estar comprometida, pode progredir para uma infeção ativa. Quando o sistema imunitário está comprometido, como é o caso das pessoas infetadas com o vírus da imunodeficiência humana, o Mtb tem a capacidade de se multiplicar dentro do granuloma, destruí-lo e gerar a forma ativa e sintomática da doença. Num cenário em que a resposta imunitária é forte, é possível haver a contenção e consequente eliminação do Mtb, levando a uma recuperação. O tratamento padrão consiste na administração de um conjunto de fármacos, nomeadamente a isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol, ao longo de seis meses. Este tratamento, além de ser longo, está muitas vezes associado a efeitos secundários, o que leva a que os pacientes não completem o ciclo de tratamento. Por sua vez, isto pode levar ao desenvolvimento de estirpes de Mtb resistentes, cuja existência é, de facto, um dos maiores obstáculos na erradicação da tuberculose. Outro desafio no combate à tuberculose está relacionado com as formas latentes do Mtb, sobre as quais a maioria dos fármacos aprovados não atua de forma eficaz. Deste modo, é crucial explorar novas estruturas químicas e desenvolver novos fármacos que respondam às necessidades urgentes no tratamento desta doença. |
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| Autores principais: | Clariano,Marta Sofia dos Santos Soares Valente |
| Assunto: | Tuberculosis Mycobacterium tuberculosis electron transport chain anti-tuberculosis agents Tuberculose Mycobacterium tuberculosis cadeia transportadora de eletrões agentes anti-tuberculose |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A tuberculose é uma doença infeciosa causada por Mycobacterium tuberculosis (Mtb) que, apesar de muito antiga, ainda é nos dias de hoje a doença infeciosa mais mortal a nível mundial. Estima-se que cerca de um quarto da população esteja infetada, embora a maioria das pessoas não apresente qualquer sintoma e apenas 5 a 15 % desenvolverá a forma ativa da doença. A doença é transmissível e a contaminação ocorre quando são inaladas pequenas partículas provenientes de uma pessoa infetada, emitidas enquanto esta fala ou tosse, por exemplo. Ao entrar no organismo, o Mtb passa por uma primeira linha de defesa, atinge os pulmões, onde se forma o granuloma. Se o sistema imunitário estiver equilibrado e conseguir conter a micobactéria, desenvolve-se uma infeção latente, que mais tarde, em caso de a imunidade estar comprometida, pode progredir para uma infeção ativa. Quando o sistema imunitário está comprometido, como é o caso das pessoas infetadas com o vírus da imunodeficiência humana, o Mtb tem a capacidade de se multiplicar dentro do granuloma, destruí-lo e gerar a forma ativa e sintomática da doença. Num cenário em que a resposta imunitária é forte, é possível haver a contenção e consequente eliminação do Mtb, levando a uma recuperação. O tratamento padrão consiste na administração de um conjunto de fármacos, nomeadamente a isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol, ao longo de seis meses. Este tratamento, além de ser longo, está muitas vezes associado a efeitos secundários, o que leva a que os pacientes não completem o ciclo de tratamento. Por sua vez, isto pode levar ao desenvolvimento de estirpes de Mtb resistentes, cuja existência é, de facto, um dos maiores obstáculos na erradicação da tuberculose. Outro desafio no combate à tuberculose está relacionado com as formas latentes do Mtb, sobre as quais a maioria dos fármacos aprovados não atua de forma eficaz. Deste modo, é crucial explorar novas estruturas químicas e desenvolver novos fármacos que respondam às necessidades urgentes no tratamento desta doença. |
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