Publicação
Planeamento do desenvolvimento de sistemas renováveis offshore em Portugal
| Resumo: | O consumo de energia não renovável conduziu ao atual estado de emergência climática, que levou a União Europeia a estabelecer objetivos de transição energética, impulsionando o setor eólico offshore. Esta dissertação, recorrendo a Sistemas de Informação Geográfica, identificou locais adequados para desenvolver parques eólicos offshore em Portugal, considerando condicionantes de disponibilidade do vento, limitações técnicas dos sistemas eólicos, restrições físicas/ administrativas da costa marítima. Analisou, ainda, intensidades expectáveis de ventos extremos para diferentes períodos de retorno e avaliou a viabilidade económica destes projetos, através de indicadores financeiros. A instalação da turbina eólica Siemens 6.2M152 com fundação fixa Monopile na batimétrica de -30 e -10 metros, 100 metros acima do nível médio do mar, revelou-se inviável. Já nas batimetrias de -60 a -30 metros, com altura de 100 metros, ficou evidente que combinar a turbina Senvion SWT-6.0- 154 com fundação fixa Jacket é favorável ao largo de Matosinhos, Aveiro e Peniche. Para batimetrias - 60 até -500 metros comprovou-se benéfico instalar turbinas Vestas V164/8000 (para 100 e 140 metros) e V236-15.0MW (para 160 metros) estabilizadas por fundações flutuantes WindFloat, nomeadamente ao largo de Viana do Castelo (ventos favoráveis), Figueira da Foz (disponibilidade espacial) e Sesimbra (recurso eólico atinge valores máximos). Comprovou-se também a influência da altura do rotor na produtividade, havendo melhor aproveitamento do vento em alturas superiores, com produção energética mais constante e eficiente. A análise dos ventos extremos revelou que a intensidade do vento aumenta com o afastamento à linha de costa, direção Sul-Norte e espaçamento dos períodos de retorno. O estudo de viabilidade económica evidenciou que a região Norte será promissora, enquanto a costa algarvia apresentará baixo retorno financeiro. Concluiu-se que Portugal apresenta elevado potencial eólico offshore, pela boa disponibilidade de vento e vasta área marítima. O crescimento deste setor permitirá descarbonizar a fileira energética, rumo ao desenvolvimento sustentável. |
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| Autores principais: | Callado, Maria Teresa Marques dos Santos |
| Assunto: | Energia Eólica Offshore Planeamento SIG Análise Económica Teses de mestrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O consumo de energia não renovável conduziu ao atual estado de emergência climática, que levou a União Europeia a estabelecer objetivos de transição energética, impulsionando o setor eólico offshore. Esta dissertação, recorrendo a Sistemas de Informação Geográfica, identificou locais adequados para desenvolver parques eólicos offshore em Portugal, considerando condicionantes de disponibilidade do vento, limitações técnicas dos sistemas eólicos, restrições físicas/ administrativas da costa marítima. Analisou, ainda, intensidades expectáveis de ventos extremos para diferentes períodos de retorno e avaliou a viabilidade económica destes projetos, através de indicadores financeiros. A instalação da turbina eólica Siemens 6.2M152 com fundação fixa Monopile na batimétrica de -30 e -10 metros, 100 metros acima do nível médio do mar, revelou-se inviável. Já nas batimetrias de -60 a -30 metros, com altura de 100 metros, ficou evidente que combinar a turbina Senvion SWT-6.0- 154 com fundação fixa Jacket é favorável ao largo de Matosinhos, Aveiro e Peniche. Para batimetrias - 60 até -500 metros comprovou-se benéfico instalar turbinas Vestas V164/8000 (para 100 e 140 metros) e V236-15.0MW (para 160 metros) estabilizadas por fundações flutuantes WindFloat, nomeadamente ao largo de Viana do Castelo (ventos favoráveis), Figueira da Foz (disponibilidade espacial) e Sesimbra (recurso eólico atinge valores máximos). Comprovou-se também a influência da altura do rotor na produtividade, havendo melhor aproveitamento do vento em alturas superiores, com produção energética mais constante e eficiente. A análise dos ventos extremos revelou que a intensidade do vento aumenta com o afastamento à linha de costa, direção Sul-Norte e espaçamento dos períodos de retorno. O estudo de viabilidade económica evidenciou que a região Norte será promissora, enquanto a costa algarvia apresentará baixo retorno financeiro. Concluiu-se que Portugal apresenta elevado potencial eólico offshore, pela boa disponibilidade de vento e vasta área marítima. O crescimento deste setor permitirá descarbonizar a fileira energética, rumo ao desenvolvimento sustentável. |
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