Publicação
Três conversas de espaço
| Resumo: | Em Finisterra. Paisagem e Povoamento, Carlos de Oliveira descobre a imagem da realidade nos raios que passam pela água, mas não deixa de acrescentar, um pouco mais à frente, quando fala de fumos e fogos: “Isto não é real… Não se pode fotografar” (1979: 164). À partida, tudo nos inclinava para falar sobre o espaço num sentido metafórico – o espaço cultural, social, político. Mas acabámos por escolher outro caminho, mais arriscado, interrogando-nos sobre o espaço visível e invisível, conhecido e desconhecido. Uma das personagens de Camilo Castelo Branco, nas Noites de insónia, oferecidas a quem não pode dormir, propõe-se falar com tempo: “Se a tua impaciência consente, conversaremos de espaço”. Também nós deixaremos três conversas, de espaço, que são mesmo três conversas, curtas, diferentes, mas que talvez se entrelacem entre si. A primeira é sobre os espaços infinitos, a necessidade de ir além da superfície horizontal do espaço e estudar o infinitamente pequeno e o infinitamente grande. A segunda é sobre a proximidade e a distância, com o espaço a ser definido como distância até à época contemporânea, assistindo-se, nos tempos actuais, à emergência de novas lógicas, físicas e virtuais, de “estar próximo” e de “estar distante”. A terceira é sobre o espaço no tempo, sobre a necessidade de pensar o espaço na sua relação com o tempo, e vice-versa, abrindo para uma compreensão dos espaços que existem no tempo e dos tempos que existem no espaço. |
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| Autores principais: | Nóvoa, António |
| Outros Autores: | Nóvoa, André |
| Assunto: | Espaço visível Espaço invisível Espaço conhecido Espaço desconhecido Espaços infinitos Espaço no tempo |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Em Finisterra. Paisagem e Povoamento, Carlos de Oliveira descobre a imagem da realidade nos raios que passam pela água, mas não deixa de acrescentar, um pouco mais à frente, quando fala de fumos e fogos: “Isto não é real… Não se pode fotografar” (1979: 164). À partida, tudo nos inclinava para falar sobre o espaço num sentido metafórico – o espaço cultural, social, político. Mas acabámos por escolher outro caminho, mais arriscado, interrogando-nos sobre o espaço visível e invisível, conhecido e desconhecido. Uma das personagens de Camilo Castelo Branco, nas Noites de insónia, oferecidas a quem não pode dormir, propõe-se falar com tempo: “Se a tua impaciência consente, conversaremos de espaço”. Também nós deixaremos três conversas, de espaço, que são mesmo três conversas, curtas, diferentes, mas que talvez se entrelacem entre si. A primeira é sobre os espaços infinitos, a necessidade de ir além da superfície horizontal do espaço e estudar o infinitamente pequeno e o infinitamente grande. A segunda é sobre a proximidade e a distância, com o espaço a ser definido como distância até à época contemporânea, assistindo-se, nos tempos actuais, à emergência de novas lógicas, físicas e virtuais, de “estar próximo” e de “estar distante”. A terceira é sobre o espaço no tempo, sobre a necessidade de pensar o espaço na sua relação com o tempo, e vice-versa, abrindo para uma compreensão dos espaços que existem no tempo e dos tempos que existem no espaço. |
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