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O Smart Power da Austrália nas Ilhas do Pacífico: 2000‐2012

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Resumo:A Austrália é a grande potência do Pacífico insular, independentemente dos seus complexos de isolamento e singularidades identitárias. Trata-se de um truísmo consubstanciado pelo gigantismo territorial, militar e económico da Austrália, tornando-a incontornável na região, a ponto de ter sido denominada de “Deputy-Sheriff” do Pacífico (expressão que sintetiza, igualmente, o facto de manter uma relação simbiótica com os EUA). Todavia, o sobredimensionamento comparativo da Austrália face ao Pacífico terá levado, cremos, ao excessivo uso de instrumentos de hard power (relacionados com os meios militares e económicos), em particular entre 2003 e 2007, em detrimento de uma utilização balanceada de mecanismos de soft (indutores de cooptação e influência sem coação) e de hard power, colocando, porventura, em causa os objetivos estratégicos australianos, numa região tida como uma espécie de barreira de proteção do continente-ilha. Utilizando o conceito de smart power, de Joseph Nye, que consiste no uso contextualizado de instrumentos de soft e hard power consoante os objetivos fixados – definição que consideramos próxima e menos completa do que o conceito de Estratégia delineado na academia portuguesa –, procuramos avaliar de que modo a Austrália tem vindo a manter ou não a sua influência numa região do mundo em que a tirania da distância parece ter sido ultrapassada pela tirania da proximidade face ao novo centro geopolítico mundial: a Ásia-Pacífico.
Autores principais:Reis, Susana Margarida Gonçalves
Assunto:Austrália Ilhas do Pacífico Smart power Hard power Soft power Estratégia Australia Pacific Islands Smart power Hard power Soft power Strategy
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Austrália é a grande potência do Pacífico insular, independentemente dos seus complexos de isolamento e singularidades identitárias. Trata-se de um truísmo consubstanciado pelo gigantismo territorial, militar e económico da Austrália, tornando-a incontornável na região, a ponto de ter sido denominada de “Deputy-Sheriff” do Pacífico (expressão que sintetiza, igualmente, o facto de manter uma relação simbiótica com os EUA). Todavia, o sobredimensionamento comparativo da Austrália face ao Pacífico terá levado, cremos, ao excessivo uso de instrumentos de hard power (relacionados com os meios militares e económicos), em particular entre 2003 e 2007, em detrimento de uma utilização balanceada de mecanismos de soft (indutores de cooptação e influência sem coação) e de hard power, colocando, porventura, em causa os objetivos estratégicos australianos, numa região tida como uma espécie de barreira de proteção do continente-ilha. Utilizando o conceito de smart power, de Joseph Nye, que consiste no uso contextualizado de instrumentos de soft e hard power consoante os objetivos fixados – definição que consideramos próxima e menos completa do que o conceito de Estratégia delineado na academia portuguesa –, procuramos avaliar de que modo a Austrália tem vindo a manter ou não a sua influência numa região do mundo em que a tirania da distância parece ter sido ultrapassada pela tirania da proximidade face ao novo centro geopolítico mundial: a Ásia-Pacífico.