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Estudo da relação entre estilos de vinculação e a capacidade de adaptação em adolescentes institucionalizados

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Resumo:A teoria da resiliência é um campo de estudo multifacetado que se baseia nas potencialidades do indivíduo e dos seus sistemas, em detrimento do enfoque na patologia, como força motriz que lhes permite adaptar de forma positiva, para além da adversidade. De entre os inúmeros fatores protetores e potenciadores da capacidade de resiliência, o presente estudo debruça-se sobre a importância das representações de vinculação com as figuras cuidadoras, nomeadamente na influência que estas exercem sobre a forma como adolescentes desenvolvem aquele atributo e se adaptam às circunstâncias de vida em contexto institucional. Para medir os constructos, recorreu-se ao Questionário de Vinculação ao Pai e à Mãe (Matos & Costa, 2001, 2004) e à Versão Portuguesa da Escala de Resiliência de Wagnild e Young (Felgueiras, Festas & Vieira, 2011). Analisaram-se os resultados de adolescentes do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 16 e os 19 anos, relativamente às representações de vinculação face às figuras parentais e aos níveis de resiliência. Tendo por base a literatura, espera-se que a capacidade de resiliência nos jovens institucionalizados seja influenciada pela qualidade das suas representações de vinculação. Procedeu-se a análise estatística das hipóteses específicas com base no modelo de regressão linear. As hipóteses elaboradas na presente investigação foram parcialmente confirmadas. Verificou-se que a qualidade do laço emocional e a ansiedade de separação na relação com a mãe têm um impacto significativo na explicação da variância estatística da perseverança. Confirmou-se, também, a influência da inibição da exploração e da individualidade na relação com a mãe no domínio da autoconfiança. As restantes hipóteses não foram confirmadas. A complexidade do contexto de institucionalização, bem como a amplitude do conceito de resiliência induzem dificuldades na delimitação dos fatores que a influenciam, uma vez que este domínio parece estar extremamente dependente não só de fatores internos mas, também, da configuração complexa de fatores externos ao sujeito, os quais mereceriam um trabalho de investigação mais exaustivo.
Autores principais:Noronha, Filipa Maria Gervásio de
Assunto:Resiliência Vinculação Adolescentes institucionalizados Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A teoria da resiliência é um campo de estudo multifacetado que se baseia nas potencialidades do indivíduo e dos seus sistemas, em detrimento do enfoque na patologia, como força motriz que lhes permite adaptar de forma positiva, para além da adversidade. De entre os inúmeros fatores protetores e potenciadores da capacidade de resiliência, o presente estudo debruça-se sobre a importância das representações de vinculação com as figuras cuidadoras, nomeadamente na influência que estas exercem sobre a forma como adolescentes desenvolvem aquele atributo e se adaptam às circunstâncias de vida em contexto institucional. Para medir os constructos, recorreu-se ao Questionário de Vinculação ao Pai e à Mãe (Matos & Costa, 2001, 2004) e à Versão Portuguesa da Escala de Resiliência de Wagnild e Young (Felgueiras, Festas & Vieira, 2011). Analisaram-se os resultados de adolescentes do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 16 e os 19 anos, relativamente às representações de vinculação face às figuras parentais e aos níveis de resiliência. Tendo por base a literatura, espera-se que a capacidade de resiliência nos jovens institucionalizados seja influenciada pela qualidade das suas representações de vinculação. Procedeu-se a análise estatística das hipóteses específicas com base no modelo de regressão linear. As hipóteses elaboradas na presente investigação foram parcialmente confirmadas. Verificou-se que a qualidade do laço emocional e a ansiedade de separação na relação com a mãe têm um impacto significativo na explicação da variância estatística da perseverança. Confirmou-se, também, a influência da inibição da exploração e da individualidade na relação com a mãe no domínio da autoconfiança. As restantes hipóteses não foram confirmadas. A complexidade do contexto de institucionalização, bem como a amplitude do conceito de resiliência induzem dificuldades na delimitação dos fatores que a influenciam, uma vez que este domínio parece estar extremamente dependente não só de fatores internos mas, também, da configuração complexa de fatores externos ao sujeito, os quais mereceriam um trabalho de investigação mais exaustivo.