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Hipertensão renovascular em pediatria : uma abordagem multidisciplinar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A hipertensão arterial (HTA) é um fator de risco importante, independente e potencialmente reversível de doença cardiovascular precoce e tem uma prevalência significativa em crianças e adolescentes assintomáticos. Este trabalho tem como objetivos discutir a abordagem da HTA de causa renovascular, revendo o seguimento e prognóstico destas situações. Apresenta-se o caso de um adolescente de 11 anos de idade, com HTA estádio II, associada a hipertrofia ventricular esquerda, sem qualquer manifestação clínica acompanhante. A identificação de uma lesão estenótica na artéria renal esquerda, a comprometer o normal crescimento e função do rim esquerdo, a par do difícil controlo da pressão arterial (PA) com terapêutica médica, motivou o recurso à angioplastia de dilatação por balão, que se revelou benéfica. Durante o seguimento posterior, o agravamento do perfil tensional, conduziu à reavaliação imagiológica da vasculatura renal, identificando-se o aparecimento de uma estenose de novo na artéria renal contralateral. Atualmente, o doente encontra-se sob terapêutica farmacológica, com perfil tensional estável, a aguardar a realização de outros exames complementares de diagnóstico para melhor caracterização do quadro. O controlo da PA pode revelar-se difícil e implicar uma abordagem multidisciplinar. O prognóstico está condicionado pela etiologia da lesão vascular, admitindo-se que possa implicar atitudes mais interventivas num futuro próximo.
Autores principais:Mendes, Sílvia Raquel Morgado
Assunto:Hipertensão renovascular Estenose da artéria renal Criança Pediatria
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A hipertensão arterial (HTA) é um fator de risco importante, independente e potencialmente reversível de doença cardiovascular precoce e tem uma prevalência significativa em crianças e adolescentes assintomáticos. Este trabalho tem como objetivos discutir a abordagem da HTA de causa renovascular, revendo o seguimento e prognóstico destas situações. Apresenta-se o caso de um adolescente de 11 anos de idade, com HTA estádio II, associada a hipertrofia ventricular esquerda, sem qualquer manifestação clínica acompanhante. A identificação de uma lesão estenótica na artéria renal esquerda, a comprometer o normal crescimento e função do rim esquerdo, a par do difícil controlo da pressão arterial (PA) com terapêutica médica, motivou o recurso à angioplastia de dilatação por balão, que se revelou benéfica. Durante o seguimento posterior, o agravamento do perfil tensional, conduziu à reavaliação imagiológica da vasculatura renal, identificando-se o aparecimento de uma estenose de novo na artéria renal contralateral. Atualmente, o doente encontra-se sob terapêutica farmacológica, com perfil tensional estável, a aguardar a realização de outros exames complementares de diagnóstico para melhor caracterização do quadro. O controlo da PA pode revelar-se difícil e implicar uma abordagem multidisciplinar. O prognóstico está condicionado pela etiologia da lesão vascular, admitindo-se que possa implicar atitudes mais interventivas num futuro próximo.