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Saúde Subjetiva e Condicionantes Sociais: o Caso dos Imigrantes Chineses em Lisboa em Contexto de Pandemia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A pandemia de Covid-19, como uma grande crise da saúde pública, influenciou a saúde de toda a humanidade. Os imigrantes, sendo um grupo vulnerável na sociedade, são muitas vezes mais sensíveis às crises devido aos fatores sociais. Desde que a China foi o país onde a doença foi descoberta pela primeira vez, os imigrantes chineses estiveram particularmente expostos a esta crise de saúde. A saúde subjetiva é a avaliação que um indivíduo faz do seu próprio estado de saúde, o que em certa medida reflete o estado de saúde objetivo e as condições de vida do indivíduo. Esta dissertação analisou o impacto da pandemia de Covid-19 na saúde subjetiva deste grupo, conduzindo entrevistas semiestruturadas com 20 imigrantes chineses em Lisboa a partir de três perspetivas: fatores socioeconómicos, fatores comportamentais pessoais e fatores psicossociais. O estudo concluiu que além do ganho de peso devido à falta de exercício e de comer em excesso, a saúde física deste grupo não foi muito afetada, mas a redução das atividades sociais provocada pelas medidas preventivas teve um impacto notável na sua saúde mental, com algumas pessoas a experimentarem sintomas como a ansiedade e a depressão. Embora a pandemia tenha causado perdas económicas consideráveis ao grupo, não sofreu um stress económico grave devido aos seus hábitos tradicionais de poupança. Na sua vida quotidiana, praticaram medidas preventivas muito mais rigorosas do que os portugueses, que estavam intimamente relacionadas com a sua identidade chinesa e não apenas por medo do vírus.
Autores principais:Gao, Ying
Assunto:Imigrantes Chineses; Saúde Subjetiva; Pandemia de Covid-19; Lisboa; Chinese Immigrants; Subjective Health; Covid-19 Pandemic.
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A pandemia de Covid-19, como uma grande crise da saúde pública, influenciou a saúde de toda a humanidade. Os imigrantes, sendo um grupo vulnerável na sociedade, são muitas vezes mais sensíveis às crises devido aos fatores sociais. Desde que a China foi o país onde a doença foi descoberta pela primeira vez, os imigrantes chineses estiveram particularmente expostos a esta crise de saúde. A saúde subjetiva é a avaliação que um indivíduo faz do seu próprio estado de saúde, o que em certa medida reflete o estado de saúde objetivo e as condições de vida do indivíduo. Esta dissertação analisou o impacto da pandemia de Covid-19 na saúde subjetiva deste grupo, conduzindo entrevistas semiestruturadas com 20 imigrantes chineses em Lisboa a partir de três perspetivas: fatores socioeconómicos, fatores comportamentais pessoais e fatores psicossociais. O estudo concluiu que além do ganho de peso devido à falta de exercício e de comer em excesso, a saúde física deste grupo não foi muito afetada, mas a redução das atividades sociais provocada pelas medidas preventivas teve um impacto notável na sua saúde mental, com algumas pessoas a experimentarem sintomas como a ansiedade e a depressão. Embora a pandemia tenha causado perdas económicas consideráveis ao grupo, não sofreu um stress económico grave devido aos seus hábitos tradicionais de poupança. Na sua vida quotidiana, praticaram medidas preventivas muito mais rigorosas do que os portugueses, que estavam intimamente relacionadas com a sua identidade chinesa e não apenas por medo do vírus.