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Ser cuidado por um enfermeiro:gestor de caso:a experiência vivida da pessoa com problemas de adição

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste estudo procurou-se responder à questão de investigação "qual é a experiência vivida de ser cuidado por um enfermeiro gestor de caso, da pessoa com problemas de adição a substâncias psicoactivas cliente de uma Equipa de Tratamento do Instituto da Droga e da Toxicodependência IP?”. O seu objetivo foi por isso “compreender a experiência vivida de ser cuidado por um enfermeiro gestor de caso, da pessoa com problemas de adição a substâncias psicoativas cliente da Equipa de Tratamento do estudo”. A partir de uma compreensão da experiência vivida como foco de atenção da enfermagem suportada sobretudo no pensamento de Watson e Parse, optou-se por uma abordagem fenomenológica interpretativa. Recorrendo a uma metodologia inspirada nas propostas teóricometodológicas de Heidegger e de Gadamer, procedeu-se à descoberta fundamentada do método. Através do estudo ganhou-se compreensão sobre o fenómeno, o qual se revelou ao longo de oito temas comuns: “O ligar-se ao enfermeiro”; “O sentir-se representada”; “O sentir-se investida”; “O situar-se na sua história de consumos”; “O modificar o padrão de relação com a substância”; “O valorizar as mudanças”; “O ligar-se aos outros” e “O projetar-se no futuro”. A experiência narrada, eminentemente relacional e vivida em torno da dialética do “ligar-se” e do “desligar-se”, torna percetível a relação enfermeiro-cliente como um elemento essencial na gestão de caso com estas pessoas. Apoiada na utilização terapêutica do self do enfermeiro, a pessoa experiencia não só os temas que decorrem do que vive relacionalmente com o enfermeiro, mas também do que perceciona que aquele lhe proporciona, indiretamente, viver. Os resultados dão conta tanto da experiência vivida que se relaciona com a intervenção do enfermeiro na prestação direta de cuidados, como da que se relaciona com a perceção da sua intervenção indireta, no âmbito da participação na defesa dos interesses e da resolução das necessidades da pessoa com problemas de adição a substâncias psicoativas.
Autores principais:Lopes, Joaquim Manuel de Oliveira
Assunto:Toxicomania Dependência (Psicologia) Enfermagem Cuidados de enfermagem Teses de doutoramento - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Neste estudo procurou-se responder à questão de investigação "qual é a experiência vivida de ser cuidado por um enfermeiro gestor de caso, da pessoa com problemas de adição a substâncias psicoactivas cliente de uma Equipa de Tratamento do Instituto da Droga e da Toxicodependência IP?”. O seu objetivo foi por isso “compreender a experiência vivida de ser cuidado por um enfermeiro gestor de caso, da pessoa com problemas de adição a substâncias psicoativas cliente da Equipa de Tratamento do estudo”. A partir de uma compreensão da experiência vivida como foco de atenção da enfermagem suportada sobretudo no pensamento de Watson e Parse, optou-se por uma abordagem fenomenológica interpretativa. Recorrendo a uma metodologia inspirada nas propostas teóricometodológicas de Heidegger e de Gadamer, procedeu-se à descoberta fundamentada do método. Através do estudo ganhou-se compreensão sobre o fenómeno, o qual se revelou ao longo de oito temas comuns: “O ligar-se ao enfermeiro”; “O sentir-se representada”; “O sentir-se investida”; “O situar-se na sua história de consumos”; “O modificar o padrão de relação com a substância”; “O valorizar as mudanças”; “O ligar-se aos outros” e “O projetar-se no futuro”. A experiência narrada, eminentemente relacional e vivida em torno da dialética do “ligar-se” e do “desligar-se”, torna percetível a relação enfermeiro-cliente como um elemento essencial na gestão de caso com estas pessoas. Apoiada na utilização terapêutica do self do enfermeiro, a pessoa experiencia não só os temas que decorrem do que vive relacionalmente com o enfermeiro, mas também do que perceciona que aquele lhe proporciona, indiretamente, viver. Os resultados dão conta tanto da experiência vivida que se relaciona com a intervenção do enfermeiro na prestação direta de cuidados, como da que se relaciona com a perceção da sua intervenção indireta, no âmbito da participação na defesa dos interesses e da resolução das necessidades da pessoa com problemas de adição a substâncias psicoativas.