Publicação
O Castelo de Castro Marim durante os séculos VI e V a.n.e.
| Resumo: | A ocupação do século VI a.n.e. no Castelo de Castro Marim encontra-se na sequência directa das anteriores, sendo inquestionável a manutenção da matriz oriental evidenciada no espólio e na arquitectura. A ocupação registada entre os finais do século VI e a primeira metade do século V permite-nos antever um momento de retracção, retracção essa que está materializada na escassez ou mesmo ausência de importações, na redução da área habitada e na inexistência de novas construções. Esta reestruturação permite o despontar, na segunda metade do século V a.n.e., de uma intensa ocupação acompanhada por uma alteração significativa na cultura material, ainda que o cariz cultural se tenha mantido mediterrâneo por excelência. A análise efectuada evidencia que o território a Ocidente do rio Guadiana corresponde a uma extensão do mundo andaluz, parecendo claro que os mesmos centros exportadores abasteceram os dois «mercados» de produtos alimentares e manufacturados. |
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| Autores principais: | Arruda, Ana Margarida |
| Outros Autores: | Freitas, Vera Teixeira de |
| Assunto: | Arqueologia Idade do Ferro Pós-orientalizante Castro Marim |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A ocupação do século VI a.n.e. no Castelo de Castro Marim encontra-se na sequência directa das anteriores, sendo inquestionável a manutenção da matriz oriental evidenciada no espólio e na arquitectura. A ocupação registada entre os finais do século VI e a primeira metade do século V permite-nos antever um momento de retracção, retracção essa que está materializada na escassez ou mesmo ausência de importações, na redução da área habitada e na inexistência de novas construções. Esta reestruturação permite o despontar, na segunda metade do século V a.n.e., de uma intensa ocupação acompanhada por uma alteração significativa na cultura material, ainda que o cariz cultural se tenha mantido mediterrâneo por excelência. A análise efectuada evidencia que o território a Ocidente do rio Guadiana corresponde a uma extensão do mundo andaluz, parecendo claro que os mesmos centros exportadores abasteceram os dois «mercados» de produtos alimentares e manufacturados. |
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