Publicação
Relação entre o incumprimento de normas legais por parte dos proprietários de animais de companhia e a ocorrência de trauma na via pública
| Resumo: | A responsabilidade dos proprietários de animais de companhia é uma preocupação nas áreas do bem-estar animal e da saúde pública. Embora tenham sido realizados estudos sobre trauma em animais de companhia, estes incidem sobre a caracterização do mesmo ou os seus factores de risco, não existindo até à data estudos que relacionem o trauma com o nível de responsabilidade dos proprietários e o incumprimento de normas legais. O objectivo deste estudo baseia-se na motivaão de realizar um trabalho neste tema pouco retratado e incentivar a realização de estudos futuros mais abrangentes. Desta forma será possível promover um melhor conhecimento da população no que respeita à responsabilidade dos proprietários e elaborar planos multidisciplinares de prevenção e educação dos mesmos. Este trabalho consistiu num estudo de casos e controlos, a partir de uma amostra recolhida na clínica Azevet e no Hospital Escolar da Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa, entre Dezembro de 2010 e Abril de 2011, tendo como base questionários anónimos feitos a proprietários de cães e gatos. Os casos dizem respeito a animais que tenham sofrido trauma na via pública. Utilizou-se estatística descritiva e testagem de hipóteses, esta última com um grau de confiança de 95%. Foram analisados neste estudo 102 animais, dos quais 60 canídeos, distribuídos por 37 casos de controlo e 23 casos de trauma. Os restantes 42 animais pertencem à espécie felina, com 22 casos de controlo e 20 de trauma. Adicionalmente foi proposta uma classificação dos níveis de responsabilidade para proprietários de canídeos, tendo em conta os parametros legais exigidos. O mesmo não foi possível efectuar para os proprietários de felídeos devido às diferenças encontradas na legislação, a qual é bastante mais permissiva no que diz respeito a esta espécie. No presente estudo não foram encontrados factores de risco no que respeita à especie felina. Por outro lado, na espécie canina foram encontrados como factores de risco para a ocorrência de trauma um menor nível de escolaridade e um menor nível de responsabilidade por parte dos proprietários, enquanto que uma idade mais jovem dos donos se revela como factor de protecção. Adicionalmente, ter um menor nível de escolaridade surge como factor de risco para uma menor responsabilidade. Os resultados demonstram que um proprietário menos responsável torna o animal de companhia mais predisposto a trauma. Com base na regresão logística verificou-se que a responsabilidade é a variável que permanece significativa, sendo os parametros relativos ao acompanhamento do animal à via pública e à permanencia da contenção no passeio os mais relevantes. Como procedimentos futuros de prevenção sugerem-se a sanção dos infractores mas também a criação de condições que permitam e motivem os proprietários a cumprir a legislação. |
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| Autores principais: | Canarias, Catarina Alexandra Feiteiro |
| Assunto: | Canídeo Felídeo Responsabilidade dos proprietários Trauma Canine Feline Pet owners responsibility |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A responsabilidade dos proprietários de animais de companhia é uma preocupação nas áreas do bem-estar animal e da saúde pública. Embora tenham sido realizados estudos sobre trauma em animais de companhia, estes incidem sobre a caracterização do mesmo ou os seus factores de risco, não existindo até à data estudos que relacionem o trauma com o nível de responsabilidade dos proprietários e o incumprimento de normas legais. O objectivo deste estudo baseia-se na motivaão de realizar um trabalho neste tema pouco retratado e incentivar a realização de estudos futuros mais abrangentes. Desta forma será possível promover um melhor conhecimento da população no que respeita à responsabilidade dos proprietários e elaborar planos multidisciplinares de prevenção e educação dos mesmos. Este trabalho consistiu num estudo de casos e controlos, a partir de uma amostra recolhida na clínica Azevet e no Hospital Escolar da Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa, entre Dezembro de 2010 e Abril de 2011, tendo como base questionários anónimos feitos a proprietários de cães e gatos. Os casos dizem respeito a animais que tenham sofrido trauma na via pública. Utilizou-se estatística descritiva e testagem de hipóteses, esta última com um grau de confiança de 95%. Foram analisados neste estudo 102 animais, dos quais 60 canídeos, distribuídos por 37 casos de controlo e 23 casos de trauma. Os restantes 42 animais pertencem à espécie felina, com 22 casos de controlo e 20 de trauma. Adicionalmente foi proposta uma classificação dos níveis de responsabilidade para proprietários de canídeos, tendo em conta os parametros legais exigidos. O mesmo não foi possível efectuar para os proprietários de felídeos devido às diferenças encontradas na legislação, a qual é bastante mais permissiva no que diz respeito a esta espécie. No presente estudo não foram encontrados factores de risco no que respeita à especie felina. Por outro lado, na espécie canina foram encontrados como factores de risco para a ocorrência de trauma um menor nível de escolaridade e um menor nível de responsabilidade por parte dos proprietários, enquanto que uma idade mais jovem dos donos se revela como factor de protecção. Adicionalmente, ter um menor nível de escolaridade surge como factor de risco para uma menor responsabilidade. Os resultados demonstram que um proprietário menos responsável torna o animal de companhia mais predisposto a trauma. Com base na regresão logística verificou-se que a responsabilidade é a variável que permanece significativa, sendo os parametros relativos ao acompanhamento do animal à via pública e à permanencia da contenção no passeio os mais relevantes. Como procedimentos futuros de prevenção sugerem-se a sanção dos infractores mas também a criação de condições que permitam e motivem os proprietários a cumprir a legislação. |
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