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Estudo da relação entre o estado nutricional e défice cognitivo em idosos

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Resumo:Introdução: O estado nutricional é condicionado por vários fatores, incluindo o défice cognitivo, que representa uma das condições de saúde mais incapacitantes do individuo idoso. Objetivo: Estudar a relação entre o estado nutricional e a prevalência de défice cognitivo em idosos institucionalizados. Metodologia: Estudo transversal analítico de prevalência realizado em todos os utentes com idade igual ou superior a 65 anos, institucionalizados no Centro Social Padre Tomás Aquino Vaz de Azevedo entre Dezembro de 2012 e Junho de 2013 (N = 187), os quais foram avaliados relativamente ao estado nutricional e défice cognitivo. Resultados: Foi detetada uma associação estatisticamente significativa entre o Mini Nutritional Assessment ® e o Mini Mental State Examination (p <0.0001), verificando-se que a ausência de défice cognitivo está associado a um bom estado nutricional e, pelo contrário, a desnutrição é mais prevalente nos indivíduos com défice cognitivo. Verificou-se que a ausência de défice cognitivo estava associada a valores mais elevados de índice de massa corporal (p= 0.008), perímetro braquial (p= 0.000), perímetro abdominal (p= 0.000) e de perímetro geminal (p= 0.000). Quanto à perda de peso, observou-se que existe uma associação positiva entre a perda de peso e o défice cognitivo (p <0.0001). Foi igualmente identificada uma associação positiva entre a dependência na alimentação e a presença de défice cognitivo (p <0.0001), verificando-se que tendencialmente quem tem défice cognitivo apresenta maior dificuldade em alimentar-se sozinho. Ao relacionar a consistência da dieta com o resultado obtido no Mini Mental State Examination, verificaram-se diferenças estatisticamente significativas entre grupos (p <0.0001), ou seja, os idosos com défice cognitivo apresentam maior necessidade de dieta com consistência alimentar adaptada. Por fim, o défice cognitivo (Mini Mental State Examination) estava também associado a uma maior utilização de sonda nasogástrica (p <00001). Conclusão: Os idosos com défice cognitivo têm um pior estado nutricional em relação aos idosos sem défice cognitivo.
Autores principais:Afonso, Cátia Sofia Pereira, 1988-
Assunto:Idosos Demência Défice cognitivo Doença de Alzheimer Estado nutricional Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O estado nutricional é condicionado por vários fatores, incluindo o défice cognitivo, que representa uma das condições de saúde mais incapacitantes do individuo idoso. Objetivo: Estudar a relação entre o estado nutricional e a prevalência de défice cognitivo em idosos institucionalizados. Metodologia: Estudo transversal analítico de prevalência realizado em todos os utentes com idade igual ou superior a 65 anos, institucionalizados no Centro Social Padre Tomás Aquino Vaz de Azevedo entre Dezembro de 2012 e Junho de 2013 (N = 187), os quais foram avaliados relativamente ao estado nutricional e défice cognitivo. Resultados: Foi detetada uma associação estatisticamente significativa entre o Mini Nutritional Assessment ® e o Mini Mental State Examination (p <0.0001), verificando-se que a ausência de défice cognitivo está associado a um bom estado nutricional e, pelo contrário, a desnutrição é mais prevalente nos indivíduos com défice cognitivo. Verificou-se que a ausência de défice cognitivo estava associada a valores mais elevados de índice de massa corporal (p= 0.008), perímetro braquial (p= 0.000), perímetro abdominal (p= 0.000) e de perímetro geminal (p= 0.000). Quanto à perda de peso, observou-se que existe uma associação positiva entre a perda de peso e o défice cognitivo (p <0.0001). Foi igualmente identificada uma associação positiva entre a dependência na alimentação e a presença de défice cognitivo (p <0.0001), verificando-se que tendencialmente quem tem défice cognitivo apresenta maior dificuldade em alimentar-se sozinho. Ao relacionar a consistência da dieta com o resultado obtido no Mini Mental State Examination, verificaram-se diferenças estatisticamente significativas entre grupos (p <0.0001), ou seja, os idosos com défice cognitivo apresentam maior necessidade de dieta com consistência alimentar adaptada. Por fim, o défice cognitivo (Mini Mental State Examination) estava também associado a uma maior utilização de sonda nasogástrica (p <00001). Conclusão: Os idosos com défice cognitivo têm um pior estado nutricional em relação aos idosos sem défice cognitivo.