Publicação
Segurança sanitária dos moluscos bivalves vivos produzidos em zonas estuarinas portuguesas e respetivo controlo oficial
| Resumo: | Atendendo às características do seu meio natural, os moluscos bivalves vivos (MBV), podem estar sujeitos a diversas contaminações, nomeadamente microbiológicas, físico-químicas e por biotoxinas. O facto de a alimentação dos MBV ser realizada por filtração, faz com que estes estejam sujeitos a contaminação por microrganismos, contaminantes e biotoxinas existentes no meio natural (água, fundo bêntico). Entre os microrganismos que podem representar risco para a saúde humana incluem-se alguns patogénicos. Os MBV, por norma, são sujeitos a uma confeção ligeira (tempo/temperatura), pelo que é importante o seu controlo do ponto de vista da segurança dos alimentos. Ruditapes philippinarum, ou amêijoa-japonesa, é o nome pelo qual é mais conhecida em Portugal, sendo uma das espécies de MBV mais consumidas, devido à sua disponibilidade no mercado, preço, acessibilidade e mesmo características organoléticas. Para que possam ser disponibilizados ao consumidor, os MBV têm de cumprir com os critérios microbiológicos estipulados no Regulamento (CE) n.º 2073/2005 da Comissão de 15 de Novembro de 2005 (Salmonella e Escherichia coli (E.coli) e com os teores máximos de contaminantes fixados no Regulamento (CE) n.º 1881/2006 da Comissão, de 19 de Dezembro de 2006. O incremento de apanhadores de MBV não autorizados, sobretudo no estuário do tejo, a captura destes em locais não permitidos, bem como o aumento de depuradoras e centros de depósitos não autorizados oficialmente, podem ser alguns dos fatores responsáveis pela falência do sistema de garantia que a amêijoa-japonesa fornecida ao consumidor final seja segura do ponto de vista microbiológico e/ou químico. |
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| Autores principais: | Oliveira, Vasco Gonçalo Pereira de |
| Assunto: | Ruditapes philippinarum amêijoa-japonesa critérios microbiológicos moluscos bivalves vivos Japanese carpet shell Manilla clam microbiological criteria bivalve molluscs |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Atendendo às características do seu meio natural, os moluscos bivalves vivos (MBV), podem estar sujeitos a diversas contaminações, nomeadamente microbiológicas, físico-químicas e por biotoxinas. O facto de a alimentação dos MBV ser realizada por filtração, faz com que estes estejam sujeitos a contaminação por microrganismos, contaminantes e biotoxinas existentes no meio natural (água, fundo bêntico). Entre os microrganismos que podem representar risco para a saúde humana incluem-se alguns patogénicos. Os MBV, por norma, são sujeitos a uma confeção ligeira (tempo/temperatura), pelo que é importante o seu controlo do ponto de vista da segurança dos alimentos. Ruditapes philippinarum, ou amêijoa-japonesa, é o nome pelo qual é mais conhecida em Portugal, sendo uma das espécies de MBV mais consumidas, devido à sua disponibilidade no mercado, preço, acessibilidade e mesmo características organoléticas. Para que possam ser disponibilizados ao consumidor, os MBV têm de cumprir com os critérios microbiológicos estipulados no Regulamento (CE) n.º 2073/2005 da Comissão de 15 de Novembro de 2005 (Salmonella e Escherichia coli (E.coli) e com os teores máximos de contaminantes fixados no Regulamento (CE) n.º 1881/2006 da Comissão, de 19 de Dezembro de 2006. O incremento de apanhadores de MBV não autorizados, sobretudo no estuário do tejo, a captura destes em locais não permitidos, bem como o aumento de depuradoras e centros de depósitos não autorizados oficialmente, podem ser alguns dos fatores responsáveis pela falência do sistema de garantia que a amêijoa-japonesa fornecida ao consumidor final seja segura do ponto de vista microbiológico e/ou químico. |
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