Publicação
Febre amarela, Dengue, Zika e Chikungunya : a propósito de um caso clínico
| Resumo: | Expõe-se o caso de um adolescente residente em Angola, de férias em Portugal, que se apresenta com quadro febril acompanhado de mal-estar geral, mialgias e hepatomegália. Foi internado para investigação etiológica com resolução espontânea após 11 dias de doença e apenas tratamento de suporte. O diagnóstico etiológico não fica definitivamente esclarecido, mas levanta a questão da dificuldade do diagnóstico diferencial de Febre Amarela, Dengue, Chikungunya e Zika, todas com clínica sobreponível, endémicas em Angola e cujas serologias têm elevado potencial de reação cruzada. Se a suspeita for equacionada nos primeiros 6 dias de doença, deve ser feito o diagnóstico por biologia molecular. A existência do vetor de transmissão em território português juntamente com a proximidade cultural de Portugal com as suas antigas colónias (Brasil, Angola, etc.) o reconhecimento precoce de quadro de possível infeção pelo vírus da Zika é imperativo ao clínico português para que seja possível fazer um diagnóstico definitivo e um acompanhamento apropriado. |
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| Autores principais: | Pereira, Yolanda dos Anjos Andrade de Sá |
| Assunto: | Febre amarela Dengue Chikungunya Zika Reatividade cruzada Pediatria |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Expõe-se o caso de um adolescente residente em Angola, de férias em Portugal, que se apresenta com quadro febril acompanhado de mal-estar geral, mialgias e hepatomegália. Foi internado para investigação etiológica com resolução espontânea após 11 dias de doença e apenas tratamento de suporte. O diagnóstico etiológico não fica definitivamente esclarecido, mas levanta a questão da dificuldade do diagnóstico diferencial de Febre Amarela, Dengue, Chikungunya e Zika, todas com clínica sobreponível, endémicas em Angola e cujas serologias têm elevado potencial de reação cruzada. Se a suspeita for equacionada nos primeiros 6 dias de doença, deve ser feito o diagnóstico por biologia molecular. A existência do vetor de transmissão em território português juntamente com a proximidade cultural de Portugal com as suas antigas colónias (Brasil, Angola, etc.) o reconhecimento precoce de quadro de possível infeção pelo vírus da Zika é imperativo ao clínico português para que seja possível fazer um diagnóstico definitivo e um acompanhamento apropriado. |
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